terça-feira, 27 de maio de 2014

RUBENS LIMA JR

Um papo com Rubens Lima Jr sobre a peça The Book of Mormon, que ele dirige, e que levou do palco da Uni-Rio (onde dá aulas) para a Cidade das Artes.

Saiu em O Dia. Link original aqui.

PEÇA "THE BOOK OF MORMON" EMPLACA SEGUNDA SEMANA NA BARRA
Encenada na Broadway em 2011, a peça fala sobre dois jovens missionários mórmons enviados à África

O teatro musical sempre fez a cabeça do diretor Rubens Lima Jr. “Meu primeiro trabalho como professor, em 1980, O tambor do Tereré, já era musical infantil”, recorda. Ele leva seus conhecimentos para as aulas de interpretação que ministra na Uni-Rio, das quais sempre saem releituras de sucesso. Como a encenação de Tommy, de Pete Townshend (The Who). E, agora, a de The Book Of Mormon, de Trey Parker e Matt Stone, criadores da animação South Park, que emplaca a segunda semana na Cidade das Artes, de amanhã a domingo, com entrada franca.

Encenada na Broadway em 2011, a peça fala sobre dois jovens missionários mórmons enviados à África. A encenação de Rubens lotara a Sala Paschoal Carlos Magno da Uni-Rio em 2013, atraindo celebridades para a plateia, como Fernanda Montenegro. “Em termos de teatro de pesquisa em escola, tivemos um reconhecimento inesperado: críticas em jornais, a imprensa acompanhando”, afirma ele, indo para o sétimo ano de trabalho na Uni-Rio. “Não temos a estrutura de uma Broadway ou de um teatro londrino, mas seguimos batalhando.”

As peças de Rubens revelam artistas para outros musicais e programas de TV. “O Victor Maia, nosso coreógrafo, já está no Caldeirão do Huck. A Larissa Landim, protagonista da peça, fez participação no remake da novela Gabriela. E todos foram convidados a fazer cadastros na Rede Globo”, conta. “A tendência é que eu perca, com muita felicidade, todos esses alunos para o mercado. E o Brasil é o terceiro maior produtor de teatro musical do mundo.”

Anteriormente, Rubens já levara aos palcos Cambaio, baseado no disco de Edu Lobo e Chico Buarque. E Tommy, originado do disco do Who de 1969. Na hora de traduzir os versos de Pete Townshend, sempre complicados, mantiveram a fidelidade. “O Alexandre Amorim, professor da Uerj, faz as traduções. Queremos que as letras tenham certa brasilidade, certa fluência. É um desafio bem grande.”

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