quinta-feira, 26 de junho de 2014

AMAZÔNIA

Uma das raras matérias sobre cinema que andei fazendo pra O Dia. Bati um papo com Lúcio Mauro Filho sobre sua dublagem no longa Amazônia - que é quase um documentário para crianças sobre a floresta amazônica.


LÚCIO MAURO FILHO E ISABELLE DRUMMOND DUBLAM AMAZÔNIA
Filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira
Publicado em O Dia em 25 de junho de 2014

Os filhos do ator Lúcio Mauro Filho puderam finalmente assistir ao longa Amazônia, dublado pelo pai, numa sessão especial nesta semana. Antes, Lúcio tinha mostrado a eles apenas 15 minutos do filme, e os viu encantados com as cenas. “Como é em 3D, as imagens da floresta saltam aos olhos. Adorei dublar o Castanha (macaco-prego que é protagonista do filme). Ele é muito carismático”, alegra-se o ator.

Produzido pela brasileira Gullane em parceria com a francesa Biloba, Amazônia mostra as aventuras de Castanha, macaco-prego que vive na cidade e é mandado de avião para um circo. Após um acidente, ele vai parar na Amazônia e tem que aprender a viver em seu habitat natural. Encontra outros macacos-prego e vive um romance proibido com a fêmea Gaia (dublada por Isabelle Drummond).

O diretor é o documentarista francês Thierry Ragobert. “Os franceses são especializados em grandes filmes de natureza, desde o Jacques Cousteau, e tivemos um intercâmbio enorme”, diz o coprodutor Fabiano Gullane, que passou mais de três anos na floresta com a equipe, usando animais selvagens como atores.

“Fizemos tudo de modo a não causar estresse a eles”, conta. “Usamos seis macacos-prego para fazer o Castanha. Um deles era mais carismático e fazia cenas de closes, outro comia o tempo todo e foi usado nas cenas em que ele se alimentava. E por aí foi.”

O filme saiu na França sem diálogos, só com a música. “Cada país que o dublou valorizou um detalhe. Na Alemanha, o texto valorizou a questão científica . No Brasil, contamos a história original do filme, incluindo o romance entre o Castanha e a Gaia”, conta Fabiano.

Experiente em dublagens (que fez em desenhos como Kung Fu Panda), Lúcio teve o desafio de fazer as vozes sem ouvir nenhum diálogo. “Só tinha as músicas e as cenas. Depois, até achei que ganhei mais liberdade, porque o grande problema de qualquer dublagem é a sincronização, e isso nem tive.”

Lúcio teve muitas recordações de infância fazendo o filme: “Estive diversas vezes na Floresta, desde a infância. Fiquei muito honrado de participar do projeto.”

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