quarta-feira, 11 de junho de 2014

K-POP: O M.I.B. NO BRASIL

Lá vem o coreano, cheio de paixão, te catá, te catá, te catá. Essa galera de olhos puxados, mas que não é japonesa nem chinesa, parece mesmo ter dominado os corações e mentes de um bando de adolescentes e garotas entre 18 e 20 anos. No ano passado, quando a turma da numerosa boy band Super Junior veio a São Paulo, conheci alguns fãs e estudei um pouco o fenômeno do k-pop (o pop coreano) para uma matéria do jornal O Dia.

Na semana passada, estiveram aqui os rapazes do M.I.B. Só no boca a boca, eles reuniram 200 pessoas numa ação de marketing. E causaram problemas no trânsito da Barra da Tijuca no dia de seu show, no HSBC Arena - no qual dividiram palco com outras boy bands e artistas de seu país.

Confira abaixo o papo que bati com eles e com algumas fãs. Link origina da matéria tá aqui.



RAPAZES DO M.I.B CANTAM NA CIDADE E SE ENCONTRAM COM AS FÃS CARIOCAS
O M.I.B. (sigla de ‘Most Incredible Busters’) é uma das atrações do festival Music Bank Brazil, que rola sábado no HSBC Arena
Publicado em O Dia em 5 de junho de 2014

Vida de popstar sul-coreano não é mole. Você pode até nunca ter ouvido falar nos quatro rapazes do M.I.B., todos com visual e codinome de personagem de videogame (KangNam, 5Zic, Young Cream e SIMS). Mas sua filha, sobrinha ou neta provavelmente conhece e, se bobear, ama o grupo. No Rio desde sábado, os quatro se assustaram com a multidão que atraíram, após divulgarem apenas na internet ações pontuais. Na terça, autografaram pôsteres e CDs no Mirante do Leblon. “Eles estão meio sufocados. Imagina, mais de 200 pessoas!”, espantava-se alguém da produção.

O M.I.B. (sigla de ‘Most Incredible Busters’) é uma das atrações do festival Music Bank Brazil, que rola sábado no HSBC Arena, trazendo pela primeira vez ao Rio uma amostra do k-pop, o pop sul-coreano. O resto da turma — as boybands Shinee, B.A.P., Infinite, MBlaq e CNBlue, e a cantora Ailee — chega entre hoje e amanhã. Todos com idades entre 23 e 27 anos, os M.I.B. deram até uma chegada na favela do Vidigal, perto do Sheraton Leblon, onde estão hospedados. “Vimos lá um pouco do que é o Brasil”, diz 5Zic. “E as fãs brasileiras são muito entusiasmadas!”

São mesmo: levamos Nathália Breschnik, 16; Karina Lemos, 16; Natália Duarte, 18, e as gêmeas Natália e Yasmin Maloper, 19, para bater um papo com o quarteto e elas chegaram lá elétricas. Tiraram fotos, ganharam pôsteres e interagiram bastante. Nathália Breschnik, que é cantora, chegou a dar ao grupo um EP de sua dupla de música pop, Nanah & Massa, bastante influenciada pelo som coreano. “Achei que eles nem gostariam que a gente os tocasse. Sei lá, eles vêm de outra cultura... Mas não teve nada disso, foi ótimo!”, alegra-se Nanah.

As cinco sugeriram perguntas para o DIA . “Vê se eles estão solteiros... Mas isso eles nem respondem, né?”, indaga Karina, rindo. Respondem sim, Karina: os quatro estão, digamos, casados com o trabalho. “Vida de artista é assim, né?”, diz KangNam. Ele e seus colegas nem sabiam que na novela das 19h da Globo, Geração Brasil, há um personagem filho de coreanos, Shin-Soo (Rodrigo Pandolfo) com visual k-pop. “Que ótimo! A Coreia é um país tão distante do Brasil...”, diz 5Zic. SIMS agradece em português: “Obrigado!” Outro popstar da novela está no evento, aliás: Fiuk, que interpreta Alex, é o mestre de cerimônias do festival.

Com som entre o r&b e o hip hop, o M.I.B. lança o segundo álbum, The maginot line. “É nosso ‘back to basics’”, conta SIMS, usando a expressão em inglês (coisa que raramente acontece — o grupo prefere falar em coreano e usa um intérprete). “Voltamos ao começo da carreira, aos sons daquela época.”

O mercado do k-pop, dominado por empresas como YG (que lançou o popstar Psy) e Jungle (a responsável pelo M.I.B.), não para de fabricar artistas. E conquista fãs graças ao boca a boca — e à associação com o popular universo dos animes e dos quadrinhos japoneses. “O grande segredo é a performance. No palco, fazemos diferente do resto do mundo”, acredita 5Zic. Além de cantar, o louro KangNam atuou em episódios da série coreana I can hear your voice. “Nem sei o que fazemos para atrair tanta gente!”, brinca o cantor-ator, sem saber que ali perto uma turma de meninas já esperava para pelo menos ver os ídolos. De fã para fã, de clique em clique, tem um pop novo no pedaço.

DE OLHO NO BRASIL Enquanto você está lendo este jornal, tem um sul-coreano batalhando para entrar no sofrido universo do k-pop. A indústria pop da Coreia do Sul forma artistas aos borbotões — uma das boybands mais conhecidas, o Super Junior, apresentou-se em São Paulo em 2013. Tem até uma série de TV especial, o Music Bank, exibida pela poderosa rede KBS. Foi desse programa que surgiu o Music Bank Festival, recém-chegado ao Brasil pelas mãos da produtora mineira Mix Jukebox.

“Eles viajam só uma vez por ano para fora da Coreia. E, desta vez, por causa da Copa, está todo mundo de olho no Brasil”, diz o produtor Johnny Weng, sócio da empresa. No dia dos shows, a Mix agendou um meet & greet (encontro de fãs com artistas) às 16h30 no HSBC Arena, com M.I.B., Ailee, Infinite e B.A.P. “Isso não foi feito em nenhum outro Music Bank. Eles viram que os fãs brasileiros interagem bastante e ficaram muito interessados em conhecê-los”, conta Johnny, prometendo outros shows de k-pop no Brasil para breve.

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