segunda-feira, 21 de julho de 2014

NUNCA OUVI JOHNNY WINTER COM A DEVIDA ATENÇÃO

O que é péssimo.

Neste sábado, eu não pude ir ao Acorde, que apresento com Leandro Souto Maior na rádio Roquette-Pinto (é todo sábado, às 16h). Ele fez um especial sobre o guitarrista, que morreu neste fim de semana. Seria uma ótima oportunidade para eu mesmo ser convertido ao som dele.

Conheço pouco da obra dele - discos como Still alive and well (1973) tenho em MP3 e já ouvi em vários momentos. O Leandro que me aplicou esse disco, até. Por ironia, foi um disco feito na época em que ele tinha se livrado das drogas e estava se sentindo mais vivo do que nunca. E tocando mais alto do que nunca. Os problemas de saúde vindos desses vícios voltaram a atormentá-lo inúmeras vezes, numa espiral descendente que culminou em Johnny desmarcando shows e fazendo apresentações de cadeira de rodas. Pena.

Em 2010 durante o festival de blues e jazz de Rio das Ostras, bati um papo com o guitarrista paulistano André Christovam, que estava bastante decepcionado com  fato de ter aberto uma turnê recente de Johnny Winter. O guitarrista não estava nem mais andando direito. "Por mais que ele adore ir para a estrada, é cruel", disse ele, reclamando também que botaram Winter para "tocar com uma banda que parece Ramones". As opiniões de quem assistiu a esses shows são controversas. Mas enfim, era Johnny Winter vivo e tocando guitarra.

Os fãs de Winter terão a chance de conhecer um trabalho inédito dele em setembro, Step back, que sai pelo selo Megaforce, pelo qual ele vinha lançando seus últimos trabalhos. É o da capa aí de cima. Era para ser uma recolocação de Johnne no mercado com a ajuda de vários nomões do rock - Billy Gibbons (ZZ Top), Eric Clapton, Joe Perry (Aerosmith), Leslie West (Mountain). Infelizmente não deu tempo.

Você conhece um pouco sobre o disco aqui. Vale aguardar para rolar uma despedida digna. Quanto a mim, lá vou eu recuperar o tempo perdido e conferir pelo menos no YouTube um pouco do que Winter já fez.

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