quinta-feira, 17 de julho de 2014

PLÁCIDO DOMINGO

Papinho rápido com o tenor Plácido Domingo quando ele estava para vir fazer show aqui, antes do fim da Copa.

A conversa aconteceu quando o Brasil ainda estava na competição. E foi publicada quando ele já tinha saído vergonhosamente saído do embate. Evidentemente, a matéria só está aqui como registro histórico porque o show já rolou... Uma curiosidade é que fui sozinho fazer a matéria e acabei dando uma de fotógrafo, sem querer ofender os profissionais da área.



PLÁCIDO DOMINGO PROMETE SHOW CHEIO DE SURPRESAS NO HSBC ARENA
Se o Brasil disputasse a final da Copa contra a Alemanha, teria um torcedor muito especial vibrando por aqui: o tenor espanhol. Adoraria ver os dois jogando'
Publicado em O Dia em 10 de julho de 2014

Se o Brasil disputasse a final da Copa do Mundo 2014 contra a Alemanha, teria um torcedor muito especial vibrando por aqui: o tenor espanhol Plácido Domingo. “Adoraria ver os dois jogando. Ou o Brasil jogando contra um país que nunca venceu uma Copa”, contou o artista, durante coletiva na Villa Riso, em São Conrado. O Brasil ficou de fora da final, mas ele se apresenta no HSBC Arena amanhã, dois dias antes da partida, mantendo a tradição de grandiosas apresentações durante os jogos.

A série de concertos Os três tenores, que ele dividiu com Luciano Pavarotti (1935-2007) e José Carreras — e que foi fundamental para popularização da ópera — iniciou-se na Copa da Itália, em 1990, com o show do trio nas Termas de Caracala, em Roma. “Só não fiz isso em 2010, durante a Copa da África do Sul. Eu estava em Londres e não pude assistir às duas últimas partidas. Aliás, infelizmente, a Espanha ganhou essas duas partidas e foi campeã do mundo”, brinca o artista.

Ele lamenta a eliminação de seu país da Copa 2014, após derrota para o Chile. “Antes, pensava que seria quase impossível ver a Espanha campeã no tempo que eu ainda estivesse vivo. Mas às vezes a bola vai e vem e não quer entrar. Fizemos uma partida triste.” Louco por futebol, Plácido veio ao Rio também para ir ao Maracanã pela primeira vez — assistiu ao jogo entre França e Alemanha.

Chega a hora de falar do concerto, envolto em surpresas. “Muita coisa não posso revelar. Quero que quem for se surpreenda. Vamos tocar um repertório para agradar a todos os públicos, os brasileiros e os estrangeiros que estão aqui”, diz, prometendo árias de óperas, zarzuelas e canções brasileiras, como Manhã de carnaval (Luis Bonfá e Antonio Maria) e Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). E quatro convidados: a Orquestra Sinfônica Brasileira, a soprano porto-riquenha Ana Maria Martinez, o pianista chinês Lang Lang e a cantora sertaneja Paula Fernandes, “que vai dar uma cor diferente ao clássico”. A regência do espetáculo é do maestro americano Eugene Kohn.

Os ensaios da OSB com o tenor aconteceram terça e ontem. “Plácido é um músico formidável, com presença fenomenal. Em 1987, no primeiro concerto dele aqui, eu tinha 11 anos e era do coro infantil do Teatro Municipal. Tirei até foto com ele. Para mim, é o reencontro com uma parceria”, brinca o diretor artístico da OSB, Pablo Castellar.

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