domingo, 24 de agosto de 2014

QUARENTA (+1) CLÁSSICOS E OBSCURIDADES DE RAUL SEIXAS

Fiz a matéria ao lado em julho para o jornal O Dia, lembrando os 40 anos de um dos discos que me ensinaram a gostar (muito) de rock: Gita, de Raul Seixas. O papo rolou com Sylvio Passos (presidente do fã-clube de Raul) e com duas pessoas que estavam ao lado do cantor durante o disco, Roberto Menescal e Marco Mazzolla. E Tico Santa Cruz.

Além dos 40 anos de Gita, tem mais uma data redonda a ser lembrada em 2014: os 25 anos de morte de Raul, que foi embora em 21 de agosto de 1989. Aproveite e, além de ler a matéria ao lado, confira abaixo 41 motivos pelos quais, duas décadas e meia depois, Raul merece (muito) ser lembrado.

"VOCÊ AINDA PODE SONHAR" (Raulzito e os Panteras, 1968). "Pode parar! Entrem no primeiro ônibus de volta para a Bahia. Esse tipo de música tem 14 mil conjuntos fazendo igual. Raulzito, ainda por cima, é nome de cantor de bolero!". Foi assim, dessa maneira calorosa (leia mais aqui), que o grupo liderado por Raul Seixas nos anos 60 foi recebido pelo produtor e empresário Carlos Imperial, quando eram apenas a banda de acompanhamento de Jerry Adriani e tentavam voos mais altos. O único disco lançado pelo grupo é um nugget sessentista sem muito brilho, mas destaca músicas como Trem 103, Dorminhoco e essa versão de Lucy in the sky with diamonds, dos Beatles - que o Ira! regravaria em 1991.


"SEU TÁXI ESTÁ ESPERANDO" (do álbum de Jerry Adriani Jerry, de 1970). Ao entrar na CBS para trabalhar como produtor, uma das primeiras funções de Raul foi passar um bombril na carreira do astro Jerry Adriani - que havia sido o responsável por sua ida para a gravadora. Pôs o cantor para posar de Elvis Presley na capa de Jerry, recrutou jovens compositores (como o futuro soulman Hyldon) para compor e inseriu mais rock, blues e soul no seu repertório.  Seu táxi está esperando é uma das melhores músicas de Raulzito (como assinava na época) gravadas pelo jovemguardista. Doce doce amor, maior hit de Raul gravado por Jerry, sairia em 1972 no disco Pense em mim, quando o baiano já estava partindo para outra.

"SENTADO NO ARCO ÍRIS" (do álbum de Leno Vida e obra de Johnny McCartney, gravado em 1970/1971 e só lançado em 1995). Cortado pela censura em 1971 e transformado em compacto duplo, o álbum de Leno produzido por Raul trouxe parcerias dos dois, sempre acompanhados por bandas como A Bolha e Renato & Seus Blue Caps. Esse hard rock, que traz o baiano nos backing vocals, é tido como a primeira obra "política" escrita pelo então compositor popular Raulzito - que costumava dizer a Leno o quanto se orgulhava de tê-la feito.

"VÊ SE DÁ UM JEITO NISSO" (do álbum Trio Ternura, de 1971). O trio de irmãos formado no final da jovem guarda (e sempre confundido com o Trio Esperança, de mais duas irmãs e um irmão dos Golden Boys) gravou um inventivo e curioso disco em 1971 "produzido por Raul Seixas". Além de recrutar autores como Sérgio Hinds, Dalto, Fred Falcão, Hyldon e Carlos Imperial para compor para o grupo, incluiu Vê se dá um jeito nisso, parceria com  Mauro Motta e Sérgio Sampaio (creditado como Sérgio Augusto). E atendendo ao seu desejo de cantar (e parecendo seguir o que diz o título da música), deu um jeito de se enfiar nos backing vocals da canção.

"DR. PAXECO" (Sociedade da grã-ordem kavernista apresenta Sessão das 10, 1971). Gravado por Raul ao lado de três talentos contratados por ele para a antiga CBS (Sergio Sampaio, Edy Star e Miriam Batucada), esse disco traz piadas musicais no estilo de Frank Zappa, vinhetas, letras críticas e um flerte com a psicodelia inaudito em outros álbuns do cantor. Com longa introdução e instrumentação lembrando nuggets perdidos da jovem guarda, essa música é um dos melhores momentos do álbum.

"AOS TRANCOS E BARRANCOS" (Sociedade da grã-ordem kavernista apresenta Sessão das 10, 1971). Do mesmo disco: um curioso e raro samba (!) composto e cantado por Raul.


"PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO" (Os 24 maiores sucessos da era do rock, 1972). Antes de estrear como cantor solo, gravando discos com seu nome, Raul surgiu como crooner de um grupo-armação chamado Rock Generation (na verdade sua própria banda de shows e estúdio, com músicos como Jay Vaquer na guitarra) em uma coletânea-picadinho de clássicos do rock produzida por Nelson Motta. A versão do clássico gravado por Erasmo Carlos tocou em rádio (com Raul falando "felvendo" em vez de "fervendo") e reapareceu recentemente num comercial de banco.

"LET ME SING MY ROCK´N ROLL" (compacto, 1972). A música que mostrou de verdade ao Brasil quem era Raul Seixas - que, na época, era um rapaz magrelo, de cabelos curtos, topete e casaco de couro, que dançava rock e xaxava na frente da plateia do Festival Internacional da Canção, exibido pela Rede Globo. Não havia Paulo Coelho e Raul era apenas uma promessa da Philips (hoje Universal), contratado para fazer o que quisesse: cantar, compor, produzir...

"MOSCA NA SOPA" (Krig ha bandolo!, 1973). Pronto: o Brasil ganhava um corajoso "cantor de protesto" e um roqueiro capaz de unir o ritmo americano aos pontos de umbanda - sem soar como "pesquisador de música brasileira". Só que Raul era mais, muito mais, do que apenas isso.

"OURO DE TOLO" (Krig ha bandolo!, 1973). Com melodia lembrando um pouco Set you free this time, dos Byrds, Raul solta uma letra que deveria ser lembrada em momentos cruciais como: planos econômicos do governo, campanhas eleitorais, Copas do Mundo, Olimpíadas, carnavais e em todos os momentos em que é possível se sentir num jardim zoológico dando pipocas aos macacos. Obrigatório.

"ROCKIXE" (Krig ha bandolo!, 1973). Rock, ritmos nordestinos e letra com crítica político-social na qual Raul cristaliza sua imagem como cantor de resistência, mas com ironia e avacalhação demais para virar "baiano" ou "emepebista" ("olha meu charme, minha túnica, meu terno/eu sou o anjo do inferno que chegou pra lhe buscar").

"CAROÇO DE MANGA" (da trilha da novela A volta de Beto Rockfeller, 1973). O retorno do personagem imortalizado pelo ator Luiz Gustavo trouxe, em sua trilha sonora, uma interessante mistura pop, que incluía Bee Gees (My life has been a song, Method to my madness), The Osmonds (That's my girl), odueto entre James Brown e Lyn Collins (The guy/This girl's in love), Jorge Ben (Jazz potatoes) e o forró-soul de Raul.

"LOTERIA DA BABILÔNIA" (do LP Phono 73, 1973). A Sociedade Alternativa (tentativa de comunidade esotérica, criada por Raul e Paulo Coelho) nasceu no palco do Anhembi, em São Paulo, quando Raul cantou essa música e, de peito nu, pintou a "chave" da agremiação em seu próprio corpo. No volume 1 do trio de discos Phono 73, essa música e seu arranjo (inspiradíssimo em How many more times, do Led Zeppelin, que já era uma chupação do blueseiro Willie Dixon) aparecem em versão mais crua. No álbum Gita, o produtor Mazzola manteve a base (e as palmas), regravou vocais e acrescentou metais regidos por Erlon Chaves (ouça aqui).

"GITA" (Gita, 1974). A salada esotético-religiosa de Raul Seixas em seu segundo disco solo incluía Jesus Cristo, o bruxo inglês Aleister Crowley e os ensinamentos orientais do Bhagavad Gita, que reproduziu ao lado de Paulo Coelho na faixa-título do álbum. A base de guitarra-piano-baixo-bateria é complementada com uma orquestra inteira, milagrosamente gravada pelo produtor Mazzola em parcos canais - um luxo para 1974 e um padrão até hoje inigualável para o rock brasileiro.

"PRELÚDIO" (Gita, 1974). Vinheta orquestrada cujo único verso ("sonho que se sonha só/é só um sonho que se sonha só/mas sonho que se sonha junto é realidade") foi, digamos, levemente chupado de Now or never, de Yoko Ono. Algo que não atrapalha a beleza e o esoterismo de um dos mais belos momentos de Gita.

"SOCIEDADE ALTERNATIVA" (Gita, 1974). O hino de Raul e de seus fãs, no qual o cantor imortalizava e traduzia livremente a máxima do "faz o que tu queres, há de ser tudo da lei".

"S.O.S." (Gita, 1974). Uma das mais belas canções feitas por Raul (e Paulo Coelho), traz duas outras músicas em seu DNA: Objeto voador, composta pelo próprio baiano para ser gravada por Leno & Lilian em 1972 e Mr. Spaceman, música de 1967 dos Byrds, da qual praticamente toda a melodia foi extraída. O curioso é constatar que o suposto plágio de Raul é mil vezes melhor que o original da banda americana.

"UM SOM PARA LAIO" (da trilha da novela O rebu, 1974). Composta para a trilha de O rebu original, de 1974, foi feita para um personagem que não reapareceu no remake que está no ar (Laio, inteerpretado por Carlos Vereza). Foi gravado por Raul com A Bolha e traz aquele que talvez seja um dos sons mais pesados já feitos pelo cantor - aproximado do hard rock e do som lascado de bandas como Blue Cheer e MC5.

"NÃO PARE NA PISTA" (compacto, 1974). Incluída num compacto e no álbum do festival Hollywood rock, em 1975 (mas com a inclusão de palmas pré-gravadas), traz A Bolha no acompanhamento em uma música que bem poderia ser redescoberta pelas atuais bandas brasileiras de stoner rock.

"CAMINHOS" (Novo aeon, 1975). Raul funde samba de roda baiano e rock numa das maiores pérolas de seu terceiro álbum solo.

"A MAÇÃ" (Novo aeon, 1975). Com delicado arranjo orquestral e lembrando mais Taiguara do que Elvis Presley, a terceira faixa daquele que é tido como o melhor disco de Raul Seixas vem como um hino ao amor livre, mais sacana e libertário do que romântico. Ganhou um clipe surrealista (exibido no Fantástico, na época), gravado nos Estados Unidos. No YouTube pode ser vista como trilha sonora de um vídeo que mostra o casamento, er, satânico de Raul com sua segunda esposa, Glória Vaquer - e que originalmente era um trecho de O triângulo do diabo, road movie que Raul e seu guitarrista Gay Vaquer bem que tentaram fazer nos EUA.

"NOVO AEON" (Novo aeon, 1975). Em tom country-hard-rock (com uma inesperada participação de Altamiro Carrilho em um solinho de flauta), Raul, com os parceiros Marcelo Motta e Claudio Roberto, fala sobre mudanças de ciclos mágicos e revoluções silenciosas na humanidade. E prega corajosamente "o direito de ter riso e de prazer/e até direito de deixar Jesus sofrer".

"TU ÉS O MDC DA MINHA VIDA" (Novo aeon, 1975). Brega-rock, crônica de costumes, festa-de-arromba pop (que cita a antiga rede de supermercados Casas da Banha, o apresentador Flávio Cavalcanti e o Pink Floyd com a maior ironia)... Cabe todo tipo de definição nessa que pode ser considerada uma das melhores músicas do rock brasileiro dos anos 70.

"TENTE OUTRA VEZ" (Novo aeon, 1975). Novo aeon encerra falando do "direito de deixar Jesus sofrer" e abre com um gospel pesado que prega "tenha fé em Deus, tenha fé na vida". Um dos maiores sucessos de Raul, num disco que, na época, resultou quase exclusivo dos fãs.

"EU TAMBÉM VOU RECLAMAR" (Há dez mil anos atrás, 1976). Country-rock sem refrão e com letra enorme, zoando novidades pop lançadas no mercado nos anos 70 e que costumavam ser associadas a Raul: Belchior ("agora eu sou apenas um rapaz latino americano/que não tem cheiro nem sabor"), Hermes Aquino ("e sendo nuvem passageira não me leva nem à beira/disso tudo que eu quero chegar") e Silvio Brito ("ligo o rádio e ouço um chato/que me grita nos ouvidos: 'Pare o mundo que eu quero descer'").

"MEU AMIGO PEDRO" (Há dez mil anos atrás, 1976). Raul, em parceria com Paulo Coelho, acerta os ponteiros com o irmão "certinho" Plínio, falando das diferenças entre ambos. A melodia, digamos lembra muito Billy 1, de Bob Dylan.

"EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS" (Há dez mil anos atrás, 1976). Poucos artistas teriam coragem de soltar um futuro sucesso chupado na cara dura de Elvis Presley (a matriz foi o gospel I was born about ten thousand years ago, gravado pelo rei do rock) e com um erro de português tão brutal no título - a desculpa de Paulo Coelho ao ser cobrado sobre o assunto, quando foi imortalizado na Academia Brasileira de Letras, foi a de que "há dez mil anos", sem o "atrás", não cabia na melodia. Fato é que se trata de uma das melhores músicas do repertório de Raul.

"QUANDO VOCÊ CRESCER" (Há dez mil anos atrás, 1976). Com outra letra, este soul tranquilo, levado adiante por piano elétrico e discretas guitarras, poderia estar no repertório de Hyldon ou Carlos Dafé. Nas mãos de Raul, tornou-se uma sensível e desencantada música sobre as convenções e chatices da "vida de adulto". Uma das canções do baiano cuja audição põe pulgas atrás das orelhas de qualquer ouvinte.

"O HOMEM" (Há dez mil anos atrás, 1976). Num disco conhecido por sua bipolaridade, Raul Seixas esfrega tristeza na cara do ouvinte, neste gospel com cordas chorosas. Curiosamente, a letra traz renascimento e crescimento pessoal após a depressão, lembrando o discurso de Renato Russo em O descobrimento do Brasil, álbum de 1994 da Legião Urbana.

"MALUCO BELEZA" (O dia em que a Terra parou, 1977). Com refrão, digamos, muito parecido com o de Aline - clássico pop francês do cantor Christophe - virou o maior clássico da segunda fase da carreira de Raul. A partir daí, o baiano gravaria vários discos obscuros e entraria numa das mais dramáticas espirais de decadências já vistas na música brasileira - com direito a voltas breves e alguns sucessos. "Essa é uma música sobre um sujeito que assume que não tem controle sobre sua loucura", definiu o coautor da canção e um dos mais próximos amigos do cantor, Claudio Roberto.

"NO FUNDO DO QUINTAL DA ESCOLA" (O dia em que a Terra parou, 1977). Contém um dos maiores riffs de guitarra já gravados num disco de Raul.

"JUDAS" (Mata virgem, 1978). De volta (breve) à parceria com Paulo Coelho, Raul gravou seu melhor disco na Warner, Mata virgem, com uma constelação de músicos de estúdio (Antonio Adolfo e Pepeu Gomes entre eles). Judas, narrada "em primeira pessoa" pelo personagem bíblico, é um curioso flerte com a disco music.

"ILHA DA FANTASIA" (Por quem os sinos dobram, 1979). Um dos poucos momentos de respiração num dos mais confusos e estranhos álbuns de Raul, todo composto em parceria com o argentino Oscar Rasmussen, com quem dividiu apartamento em Copacabana. Na época, o baiano arrumou sérias encrencas ao contratar uma equipe de caratecas argentinos como seguranças - um deles, ligado ao tráfico, foi assassinado a tiros no apartamento de Raul.

"ALUGA-SE" (Abre-te sésamo, 1980). Protesto bem humorado e desaforado, com solos de guitarra de um jovem músico chamado Celso Blues Boy. Regravada anos depois pelo Camisa de Venus e pelos Titãs.

"O CARIMBADOR MALUCO" (do disco Raul Seixas, 1983). Compondo e cantando o tema de abertura do infantil Plunct plact zummm, Raul reinventou-se no mercado, chamou a atenção de um improvável público infantil e, de certa forma, se enfiou a seu modo no circo pop dos anos 80.

"MAMÃE EU NÃO QUERIA" (do disco Metrô linha 743, de 1984). Censurada e proibida para execução em rádio, a criação de Raul em cima de I don't want to be a soldier, de John Lennon traz o cantor, digamos, parecendo um tanto quanto etilicamente alterado. Kika Seixas surge logo na introdução fazendo "o papel" de mãe do artista.

"GERAÇÃO DA LUZ" (do disco Metrô linha 743, de 1984). O testamento de Raul, gravado para o Plunct plact zummm 2, cinco anos antes do cantor morrer.

"MUITA ESTRELA POUCA CONSTELAÇÃO" (do disco do Camisa de Venus Duplo sentido, de 1987). Rara participação de Raul num disco de outro artista e mais rara ainda relação do cantor com um grupo de rock brasileiro dos anos 80. Em parceria com Marcelo Nova (com quem gravaria um álbum, A panela do diabo, em 1989), o baiano fez vocais e ainda assinou a letra.

"A LEI" (A pedra do gênesis, 1988). No penúltimo disco de Raul, voltam à capa o "imprimatur" (imprima-se, em latim, como nos primeiros escritos católicos) da Sociedade Alternativa e o logotipo do cantor escrito em fontes góticas. Na capa, o cantor aparece numa foto de 1974, segurando um livro de magia. Em A lei, Raul compõe um funk torto usando o refrão de Sociedade alternativa e lendo textos de Aleister Crowley quase na íntegra.

"LUA BONITA" (A pedra do gênesis, 1988). Cantando com um fiapo de voz, gravando num estúdio meia-boca e acompanhado de um sintetizador de mau gosto, Raul faz chorar ao reler um clássico do compositor paraibano Zé do Norte - autor também de Sodade meu bem, sodade e, alega-se, de Mulher rendeira.

"NUIT" (A panela do diabo, 1989). Momento solo de Raul em seu último disco, gravado em dupla com Marcelo Nova. Sobra de um disco-fantasma do baiano, também chamado Nuit (que deveria ter saído em 1981), a balada de Raul e Kika Seixas foi a última canção gravada por ele no álbum, com as luzes do estúdio todas apagadas. "Todos (na sala de gravação) estavam com os olhos rasos d'água, porque entenderam que aquela era uma letra de despedida", contou o produtor Pena Schmidt em 1999 à Trip. No YouTube, há uma versão supostamente gravada em casa em 1981.



 

TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.

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