quinta-feira, 21 de agosto de 2014

WAZZABI

Papo rápido com a dupla dinamarquesa Wazzabi, que canta hoje na Lapa.

ENTRE COPENHAGUE, NOVA YORK E BRASÍLIA, O SOM DO WAZZABI
Dupla com ascendência dinamarquesa toca na Lapa o repertório do terceiro CD
Publicado em O Dia em 21/08/2014

“Gostamos de unir muitas coisas do que ouvimos por aí e criar algo novo. Nosso negócio nem é criar uma música brasileira, mas fazer música com brasileiros”, afirma, em bom inglês Thor Madsen, responsável pela guitarra e pelas programações eletrônicas do Wazzabi.

A dupla formada por ele e pelo baterista Anders Hentze, ambos com ascendência dinamarquesa, traz para o Rio o repertório de seu terceiro CD,  Na farofa. Apresenta-se hoje no Santo Scenarium, na Lapa, misturando eletrônicos, jazz e batidões brasileiros.


A dupla movimenta-se entre Copenhague, Nova York (onde ambos moravam e se conheceram, quanto tocavam com artistas como Norah Jones) e Brasília. Thor é americano de Chicago e mora na capital dinamarquesa. Anders, o baterista, é casado com uma brasileira, vive na Capital Federal há dois anos e fala português com fluência. Aqui, cuida de projetos ligados ao Instituto Cultural da Dinamarca, como o Dinâmica Dinamarquesa, que traz artistas daquele país para shows no Brasil. “Foi difícil a adaptação ao Brasil, mas aqui é um solo fértil para a criatividade”, conta o baterista.

No show, a dupla leva as vozes dos colaboradores de Na farofa (Leo Cavalcanti, Ava Rocha e Iara Rennó, entre outros) em um laptop, para músicas como Será que eu deixo, Pelas frestas e Seu José. O nome do projeto vem de uma brincadeira com wasabi, o tempero forte usado na culinária japonesa. “É uma coisa meio apimentada , mas gostosa”, brinca Madsen, cujo sobrenome gerou o nome da dupla. “Tínhamos um quinteto, o Mazza Five. O Mazza era uma brincadeira com o sobrenome dele. Depois, quando ficamos só nós dois, brincamos com ‘wazza’, ‘wazzabi’, e assim ficou”, relata Anders.

Eles revelam que há uma ligação grande entre os músicos de Copenhague e a cena nova-iorquina — onde tocam em lugares como o clube Nublu, repleto de atrações locais influenciadas por sons brasileiros. “Lá rolam festa e improvisos musicais ao mesmo tempo”, diz Anders, que como Thor é fã de Tom Zé. “Adoraríamos fazer qualquer coisa com ele. E amamos a maneira como ele faz misturas de detalhes no som”, elogia Thor.

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