quinta-feira, 25 de setembro de 2014

BEBEL GILBERTO

Um papo rápido com Bebel Gilberto, que faz show amanhã aqui no Rio, após um ano de ausência da cidade.

Tô longe de ser fã dela, mas particularmente curti o disco novo,
Tudo. Leiam aí.


APÓS AUSÊNCIA DE UM ANO, BEBEL GILBERTO VOLTA AO RIO
Cantora lança Tudo no Theatro Net
Publicado em O Dia em 21 de setembro de 2014

De volta ao Brasil para um show nesta quarta no Theatro Net (onde lança seu novo disco, Tudo), Bebel Gilberto homenageou o país e o Rio de Janeiro no DVD Live in Rio, lançado no ano passado. Mas tem tido pouco tempo para voltar — estava sem vir ao Brasil desde setembro do ano passado. Não chegou nem a acompanhar os preparos do musical Cazuza — Pro dia nascer feliz, que conta a vida do cantor carioca (1958-1990) e inclui como personagens todos os seus grandes amigos — inclusive ela própria.

“Estava fazendo o Tudo justamente na época em que a peça começou. Não acompanhei nada”, conta, em conversa com O DIA, de Nova York. Ao contrário do que se afirma, ela não pediu que fossem feitas modificações na personagem Bebel. “Não aconteceu nada disso, nem tenho a menor ideia do que foi o espetáculo. Podem ter dito isso, mas enfim, quem conta um conto, aumenta um ponto’.”

Em Tudo, ela diz pela primeira vez ter conseguido aproveitar tudo o que vem aprendendo há anos em estúdio com seus pais (João Gilberto e Miúcha).

“Lembro do meu pai gravando o disco da capa branca (João Gilberto, de 1973), de como era o clima do estúdio”, recorda ela. “Acho até que sou uma ‘nova velha’ por causa disso. Quando comecei a gravar, fazia meus discos, às vezes, em um ano. Tudo foi consolidado em praticamente um mês em Los Angeles. Tive que ser extremamente organizada e concentrada para não deixar o tempo atropelar a gravação.”

O fato de Tudo ser um disco que fala basicamente de sonhos acabou levando Bebel a recordar uma música dos primeiros anos de carreira de seu pai, Vivo sonhando (Tom Jobim). “Foi uma sugestão do DJ Zé Pedro. Adorava a versão da Astrud Gilberto (cantora e primeira mulher do seu pai) para a música. Ela cantava essa canção em inglês e em português.”

Tudo tem parcerias de Bebel com Pedro Baby (Areia), Adriana Calcanhotto (Tudo), o percussionista brasileiro radicado em Nova York Mauro Refosco (It's all over now) e, após algumas tentativas, Seu Jorge (em Novas ideias). “Nos conhecemos quando eu ainda estava no Brasil e sempre tentávamos fazer algo juntos, mas nunca chegava ao fim. Ele estava trabalhando com o Mario Caldato, que é o produtor do meu disco, e sempre ia ao estúdio em que eu estava gravando fazer uma visita”, lembra Bebel.

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