domingo, 28 de setembro de 2014

BOTIKA

Um ano após briga com o prefeito do Rio Eduardo Paes, Botika lança CD. Bati um papo com ele para O Dia.



UM DISCO PARA ESFRIAR A CABEÇA
Após ganhar as manchetes com briga com o prefeito, cantor Botika lança o primeiro CD
Publicado em O Dia em 25/09/2014 

O cantor Botika chegou às páginas dos jornais no ano passado por uma situação inusitada: foi agredido pelo prefeito Eduardo Paes após tê-lo ofendido na porta do restaurante Yumê, no Horto. “Hoje isso não tem consequência alguma e passo pelos problemas que todo mundo passa”, conta ele, que volta a ser notícia com o lançamento do primeiro disco solo, Picolé da cabeça.

Mas ele admite que não se ilude muito com o disquinho prateado. “Hoje CD é igual a frisbee (discos de brinquedo para jogar na praia), né? Gostei de ter lançado e pretendo lançar outros CDs, porque é legal ter um encarte. Mas eu mesmo não sou um comprador. Hoje penso em ter um toca-discos em casa para comprar vinil, que vejo como um objeto de arte”, diz o cantor, que mostra o repertório do álbum amanhã no evento A.Nota, do Oi Futuro de Ipanema.

Participante de vários projetos coletivos, Botika compôs o material do primeiro disco praticamente sozinho — só Mundo de Marlboro, feita com a ex-mulher Carolina Biachi, e Pipoca, feita em cima de poema de Bruna Beber, são parcerias. Produzidas por Bernardo Palmeira, as dez músicas quase ganharam produção de Otto.

“Não rolou, por conflito de agendas, mas ele foi um cara que me incentivou muito, que me deu pilha de experimentar gravar solo”, conta Botika, cheio de rascunhos de músicas guardados em casa. “Passei um bom tempo usando um gravador de cassete mesmo.” 

No show, Botika mantém o aspecto coletivo, convidando os amigos Pedro Rocha, Amora Pêra, Qinho e Nana Carneiro da Cunha para subir ao palco. É o mesmo clima do projeto multimídia Aplique de carne, ao qual vem se dedicando, e que surgiu de um bate-papo entre ele e os amigos Alexandre Vogler, Guga Ferraz e Paulo Tiefenthaler (do programa Larica total, do Canal Brasil). “É o trabalho mais louco no qual eu já entrei. Surgiu de uma conversa de bar em que falávamos de uma mulher cujos grandes lábios não paravam de crescer”, brinca.

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