terça-feira, 9 de setembro de 2014

ELBA RAMALHO

Uma conversa franca com Elba Ramalho sobre 35 anos de carreira, netos que não vieram, trabalhos voluntários e... uma certa Playboy aí feita em 1989.

Elba tem pelo menos dois discos clássicos que marcaram minha vida:
Ave de prata, de 1979 (o primeiro), e Coração brasileiro, de 1983. É uma grande popstar brasileira e ainda por cima é gente fina pra burro. Leia aí.


SENHORA DO DESTINO
Elba Ramalho comemora 35 anos de carreira com novo show e gravação de disco, e diz que quer ganhar um neto
Publicado em O Dia em 07/09/2014

Elba Ramalho sabe mais sobre si própria após 35 anos de carreira — sem falar nos 63 de idade, que não aparenta. “Sou uma pessoa leve e tento encarar tudo com serenidade”, conta a cantora, comemorando as três décadas e meia de música com a turnê Cordas, Gonzaga e afins, que chega ao Theatro Net Rio amanhã e quarta. “Viver superficialmente é que envelhece. O que vale é o terço que rezo todos os dias e que me traz mais do que sucesso e fama.” 

Com energia e corpo de garotinha, Elba nem se lembrava de que a capa que fez para a Playboy está completando 25 anos. “Jura? Sério? Boa hora para todo mundo esquecer dessa capa”, brinca. Em 1989, quando saiu a revista, a cantora tinha 37 anos, e, numa época em que mulheres perto dos 40 ainda eram consideradas jovens senhoras, impressionou. Só não faria de novo. 

“Meus valores são totalmente diferentes hoje. Quando eu fiz essa capa, muitas atrizes e cantoras faziam ‘Playboy’. Não acontecia isso de uma periguete qualquer aparecer na revista”, conta. “Era como um trabalho artístico. Achei a grana muito boa. Mas meus valores mudaram. Hoje não faço nem topless mais.” 
Elba caminha na praia e faz musculação. “Muita gente me diz coisas como: ‘Minha mãe tem 58 anos e está longe de ter o seu corpo!’ Mas acho que minha genética é boa. Eu como e tomo café da manhã do mesmo jeito que todo mundo”, diz.. Ela ainda faz trabalhos de voluntariado, aconselhando mães a não abortarem. 

“Me considero meio avó dos filhos delas. Já são mais de 150 crianças nascidas”, diz a cantora, que não tem netos. “Ninguém quer me dar um”, brinca. “O Luã (Mattar, seu filho mais velho) ainda não teve filhos. Conto com a Maria Clara (uma de suas três filhas), mas ela só tem 12 anos, né?” 

E o show? Cordas, Gonzaga e afins traz Elba homenageando Luiz Gonzaga (e pupilos do Rei do Baião, como Gilberto Gil) ao lado de um time de músicos que inclui o grupo instrumental SaGrama e o quarteto de cordas Encore, além de textos do dramaturgo Newton Moreno. “É um espetáculo bem pernambucano. Quanto mais regional, mais universal. E sou uma ‘paraibucana’, vim da Paraíba mas amo Pernambuco.” 

O espetáculo vira DVD justamente no Recife, em 23 de setembro. Elba programa para até o fim do ano o seu novo disco, com Yuri Queiroga e o filho Luã na produção. “Gravei Chico Science, Edson Gomes (reggaeman baiano), inéditas de Dominguinhos. Tá bem moderno!”, conta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário