quinta-feira, 25 de setembro de 2014

JULIO IGLESIAS

Julio Iglesias liga para o meu telefone e já vai falando: "Aloooou, Ricardo! Como estás? Ricardo... Xót, é isso? De que país é seu sobrenome?". Respondo que é da Alemanha e ele diz que ama a Alemanha. E me pergunta minha idade (quarenta anos - 39, na verdade, mas é uma questão de meses). "Ah, ótimo! Quando você era pequeno, eu já cantava no seu país, sabia? Mande um beijo para sua mãe, ela me adora. As mães me adoram!"

Isso é Julio Iglesias, em bom portunhol, em uma conversa comigo para O Dia. O maior cantor romântico da história da música mundial conquistou mais de 3 mil mulheres (ele nega), vendeu mais de 300 milhões de discos e, apesar de alegar ser esta sua última turnê, já se despediu outras vezes e desistiu. Após os shows no Brasil, ainda prossegue para mais uma bateria de shows na Austrália e um especial de TV nos EUA. "Como parar se não me deixam parar?", indaga.

Leia o texto aí. Jornalismo não é só isso - tem coisas mais complicadas e difíceis - mas é o tipo da coisa que, no meio da tempestade, faz você respirar aliviado.



JULIO IGLESIAS, O ETERNO APAIXONADO
Última tour do espanhol chega ao Rio
Publicado em O Dia 25 de setembro de 2014

Com mais de 300 milhões de discos vendidos, o espanhol Julio Iglesias, que canta no Citibank Hall amanhã (em meio à sua alegada turnê de despedida), é, talvez, o maior cantor romântico de todos os tempos. E, conta-se, já teria conquistado mais de três mil mulheres — número negado por ele.

“Não, não, nem acho que ‘conquista’ seja uma palavra bonita. O mais bonito do amor é o ato de amar. Amei muito e aprendi do amor a viver mais a vida”, derrama-se romanticamente o astro em conversa por telefone com O DIA, após inverter o papel e fazer várias perguntas ao repórter. “Quantos anos você tem? De que país vem seu sobrenome? Você é casado e não tem filhos? Precisa praticar mais, hein?”, zoa, tão simples quanto um popstar pode ser.

Julio, aliás, convidou a novinha Paula Fernandes para dividir o palco com ele amanhã no Citibank Hall. “Ela tem uma voz maravilhosa e é uma mulher muito bonita, por dentro e por fora”, elogia, sem perder tempo. Mas como assim, Julio? Há algo mais entre vocês além do encontro musical? “Ah, não, ela é como minha filha. Não vou namorá-la”, brinca o pai de oito filhos — dentre eles, os cantores Enrique Iglesias e Julio Iglesias Jr.

O cantor acaba de passar por Brasília e São Paulo (no último fim de semana, com participação de Luiza Possi). Após o Rio, vai para Balneário Camboriú (sábado, 27 de setembro), Curitiba (1 de outubro e 8 de outubro), Porto Alegre (3 de outubro), Passo Fundo (4 de outubro),Ribeirão Preto (11 de outubro), Santos (16 de outubro) e Jaguariúna (18 de outubro). No roteiro dos shows, sucessos como Devaneios, Coração apaixonado, Manuela e Crazy (da novela A viagem, atualmente sendo reprisada pelo Canal Viva).

Em plena forma aos 71 anos — o que atribui ao fato de nadar e pegar sol todos os dias — ele não sente a idade. “Hoje canto bem melhor. Sou um dos crooners que cantam ‘para dentro’, como Nat King Cole, Elvis Presley, Roberto Carlos, Frank Sinatra. É como encontrar a alma da música”, diz.

Julio anuncia o fim, mas sua agenda não para — e vale lembrar que ele já foi visto se despedindo em outras ocasiões. “Ainda vou fazer 14 concertos na Austrália e um especial para a TV americana. Como parar se as pessoas não me deixam parar?”, graceja o cantor, que, na juventude, foi jogador de futebol, e de seu time do coração, o Real Madrid (parou após um grave acidente de automóvel). “Hoje jogo com a cabeça, não com os pés. Uma vez, conheci um jogador que tinha o meu nome, em minha homenagem. Ele se chamava Julio Iglesias, acredita? Era um goleiro muito bom.”

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