terça-feira, 30 de setembro de 2014

QUARENTA (+1) DISCOS DE 1984 - PARTE II

Fiz outro dia uma lista de quarenta discos de 1984, aqui.

E graças aos pedidos dos amigos e leitores Samuel Sales de Oliveira, Carlos Eduardo Lima, Emmanuel do Valle, Mario Dias, Alfonso Moscato, Robson Paulin, Renato Vieira, Fátima Alegria, Figurótico Pineschi, André Leão, Renato Biao, Fred Dutra e Jorge Malcher vão aí mais quarenta. Divirtam-se. 1973 foi foda, 1974 foi muito bom e 1984 foi igualmente legal.


"COULDN'T STAND THE WEATHER" - STEVIE RAY VAUGHAN & DOUBLE TROUBLE (Epic). O blues estava salvo, e era possível começar tocando num bar esfumaçado, para uma galera interessada, e ser descoberto por um produtor antenado e por uma gravadora bacana - desde que você fosse um herói da guitarra como Steve Ray Vaughan, autor de excelentes composições e com autoconfiança suficiente para encarar até uma versão de Voodoo child, de Jimi Hendrix.

"CAFE BLEU" - STYLE COUNCIL (Polydor). Tido como um grupo de new bossa, blue eyed soul, pop adulto e várias outras denominações, o Style era criação de Paul Weller, guitarrista do Jam, e Mick Talbot, tecladista dos Dexys Midnight Runners. E mesmo com toda a sofisticação musical, era bem mais cáustico que o punk do Jam, graças a músicas como Dropping bombs in the Whitehouse e My ever changing moods.

"DIAMOND LIFE" - SADE (Epic). Um dos grandes marcos do pop adulto dos anos 80 - tão "adulto" que chegou a ser chamado de sophisti-pop em algumas resenhas e reportagens. Se você sempre ouviu Smooth operator no rádio e não sabia de que disco era, ela é a faixa de abertura - e ainda tem Your love is king.

"PURPLE RAIN" - PRINCE (Warner). When doves cry e Let's go crazy estão aqui. E como se não bastasse, tem a faixa-título, que quase todo mundo que ligou um rádio entre 1983 e 1984 ouviu. Purple rain era a trilha de um filme estrelado pelo próprio Prince, que uns viram, muitos detestaram e hoje virou um cult para cinéfilos e fãs do artista.

"VALOTTE" - JULIAN LENNON (Charisma). O filho mais velho de John Lennon estreou solo com um disco bacana e um excelente single, Too late for goodbyes, que ganhou participação do gaitista de jazz Toots Thielemans e um clipe dirigido por Sam Peckinpah. Ganhou narizes torcidos de alguns críticos, normal. E muitos deles guardariam ainda mais munição para o disco subsequente de Lennon, The secret value of daydreaming (1986). Expectativas e desilusões (e, reza a lenda, um embargo promovido por Yoko Ono) acabaram fazendo com que o garoto que inspirou Lucy in the sky with diamonds preferisse se dedicar mais a esculpir e fotografar do que à música.

"BLITZ 3" - BLITZ (EMI). A pimenteira da Blitz começou a secar quando a gravadora insistiu por uma nova Você não soube me amar para o segundo álbum, Rádio atividade (1983). O terceiro e, na prática, último disco do grupo atualizava o repertório com Dali de Salvador, Eugênio, Táxi, Cresci mamãe cresci e com Egotrip - que, digamos, lembrava muito Eu me amo, do Ultraje A Rigor, e acabou trazendo fama para o grupo paulistano. Mas trazia indícios fortes de que o lado engraçado da banda tinha perdido a validade.

"FULLGÁS" - MARINA LIMA (Philips). Nomes como Leo Jaime e Lobão já apareciam nos créditos dos discos de Marina (ainda sem o "Lima") desde 1981. Mas em Fullgás ela passa a falar como uma legítima representante do pop-rock brasileiro, com fortes composições próprias e letras que marcariam época. Aqui você encontra Fullgás (claro), Pra sempre e mais um dia, Nosso estiloPé na tábua (versão em português de Ordinary pain, de Stevie Wonder).

"TREASURE" - COCTEAU TWINS (4AD). O terceiro disco do grupo escocês, se avaliado seu impacto na história do rock e na crítica musical da época - a brasileira inclusive, já que chegou a sair aqui em vinil - pede resenhas pedantes e prolixas e adjetivos como "etéreo" e "celestial" (o nada comedido Melody Maker descreveu o grupo como "a voz de Deus", só para se ter uma ideia). Avaliado como produto pop, é uma das melhores surpresas musicais dos anos 80, com suas canções trazendo nomes próprios nos títulos (Lorelei, Beatrix, Persephone e vai por aí).

"TENTE MUDAR O AMANHÃ" - CÓLERA (Ataque Frontal). Clássico do punk brasileiro dos anos 80, o primeiro álbum do grupo liderado por Edson Pozzi Lopes, o popular Redson (1962-2011) faz lembrar da era Reagan, da corrida armamentista e da polarização EUA/URSS em músicas como AmnésiaDuas ogivasAmanhãBurgo - alienaçãoPasseata.

"DON'T BREAK THE OATH" - MERCYFUL FATE (RoadRunner). Metal-satânico-progressivo de arrepiar os cabelos no segundo disco do grupo liderado pelo performático King Diamond. A dangerous meeting, Welcome princess of hell, Come to the sabbath e a quilométrica The oath são alguns dos destaques. Depois disso, King Diamond passaria a se dedicar ao grupo que leva seu nome. Ouça e durma com as luzes do quarto acesas.

"SWOON" - PREFAB SPROUT (Kitchenware). A estreia do grupo de Paddy McAllon, um ano antes do hit básico When love breaks down e do disco Steve McQueen. No primeiro disco, o Prefab Sprout era bem mais rascunhado, dado a delírios cabeça (boa parte do disco é tomada por temas intrincados de jazz-rock-pop) e a vocais um tanto insanos. Cue fanfareGreen Isaac e a quase bossa Cruel são algumas das melhores.

"GIVE MY REGARDS TO BROAD STREET" - PAUL MCCARTNEY (Parlophone). Divide opiniões. O disco do hit No more lonely nights é tido por alguns fãs como o projeto mais inútil no qual Paul McCartney se meteu. É a trilha do filme Give my regards to Broad Street, dirigido por Peter Webb, e que satisfazia o desejo do ex-beatle de voltar a atuar, como fez nos tempos de sua ex-banda. O longa foi um baita fracasso, mas sobrou a trilha, adorada por muitos. Foi produzida por George Martin e, além do single inédito, é repleta de regravações dos Beatles e da própria carreira solo de Paul.

"SPARKLE IN THE RAIN" - SIMPLE MINDS (Virgin). Trazendo Up on the catwalk e Waterfront, foi o disco que inscreveu, pelo menos por alguns anos, o Simple Minds no universo da música pop e no inconsciente coletivo roqueiro. Para vários fãs antigos, ficou um gosto amargo ao verificar que o grupo seguia uma trilha "rock arena" que já tinha dado sucesso ao U2 - e anos depois lançaria as bases para o Coldplay.

"SHOUT" - DEVO (Warner). O synth pop estava na crista da onda quando o Devo decidiu gravar seu quarto disco, do começo ao fim, usando apenas o sintetizador Fairlight CMI. O lado irônico do grupo venceu a corrida - o álbum inteiro parecia uma grande paródia do pop sintetizado, na qual cabiam de canções próprias como Here to go até a releitura de Are you experienced?, de Jimi Hendrix. O resultado ruim fez cravar a dispensa do Devo pela Warner.

"LET IT BE" - REPLACEMENTS (Twin Tone). Ligados ao hardcore e ao punk, o trio americano Replacements se viu pela primeira vez lidando com melodias mais pop e acessíveis, num disco que costuma ser associado ao pós-punk. Costuma ser colocado ao lado de Murmur (1983), do R.E.M, como disco-base do rock alternativo americano dos anos 80. E, por caso, Peter Buck, guitarrista da banda, faz um solo de guitarra em I will dare.

"WHOSE SIDE ARE YOU ON" - MATT BIANCO (Warner). Esse trio britânico que tinha em sua formação uma cantora de nome bem complicado (a polonesa Basia Trzetrzelewska, que depois iniciou carreira solo) trafegava na mesma linha de pop adulto comum lá por 1983-1984 (Aztec Camera, Prefab Sprout) mas trazendo um acento latino-bossa nova que marcou época. A faixa-título toca até hoje em algumas rádios


"RATTLESNAKES" - LLOYD COLE & THE COMMOTIONS (Polydor). Apenas uma lembrança de uma época em que o pop-rock não tinha necessidade alguma de parecer descolado e antenado, como se tivesse sido feito apenas para o consumo de designers e antecipadores de tendências em geral. Unindo o melhor de David Bowie, Roxy Music, Bob Dylan e soul music, o britânico Lloyd fez muita gente sonhar ao som de músicas como Perfect skin e Are you ready to be heartbroken?.

"DOUBLE NICKELS ON THE DIME" - MINUTEMEN (SST). O terceiro (e duplo) disco do grupo americano fazia seu punk de-protesto-e-de-canções-curtais visitar estilos como jazz e country, e cair dentro de experimentalismos musicais. Trazia releituras, irônicas ou não, de Van Halen, Creedence Clearwater Revival e Steely Dan, parceria com Henry Rollins (Storm in my house) e o inconformismo pop de Protest song for Michael Jackson to sing.

"CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO" - BELCHIOR (Paraíso/Continental). Recém-saído da Warner, Belchior toma as rédeas de seu próprio trabalho ao lado de amigos como o compositor e advogado Jorge Mello. Abre com Raul Seixas (Ouro de tolo), fecha com Luiz Gonzaga (Forró no escuro) e recheia com o experimentalismo rock de Ploft, Onde jaz meu coração, Beijo molhado e Rock romance de um robô goliardo.

"THE LAST IN LINE" - DIO (Vertigo). Quarentão e em plena forma, o baixinho Ronnie James Dio punha nas lojas o segundo disco da banda que levava seu nome. The last in line, We rock e Evil eyes marcaram época.

"LOVE AT FIRST STING" - SCORPIONS (Mercury). O disco que trouxe a banda alemã ao Rock In Rio original, de 1985, e o marco pop da carreira do grupo, com hits como Rock you like a hurricane, Bad boys running wild e, oh Deus, Still loving you. Para o bem ou para o mal, o disco que fez a banda conquistar mais e mais fãs, de todas as idades.

"DEEP PURPLE" - PERFECT STRANGERS (Polydor). De volta após nove anos e com Ian Gillan (que andou pelo Black Sabbath um ano antes e deixou lá um disco, o bom Born again) no vocal, o Deep Purple aprontou uma bela surpresa para seus fãs, com um disco corretinho, bacana e pesado. E a faixa-título ainda dava uma bela chupada em Kashmir, dos rivais Led Zeppelin,

"GAGABIRÔ" - JOÃO BOSCO (Barclay). Tem Papel machê, que virou tema de novela, canção de show de voz e violão e de rodinha de fogueira emepebística - e praticamente ofuscou o álbum. Mas é também o disco de grandes sons como Bate um balaio ou Rockson do pandeiro, Pret-à-porter de Tafetá, Ima dos ais, O retorno de Jedai e outras músicas com ginga até nos títulos - Aldir Blanc ainda escreve boa parte das letras. Tem também uma inusitada parceria com Belchior, Senhora dos Amazonas.

"SHE'S SO UNUSUAL" - CINDY LAUPER (Portrait). Na época, críticos vislumbravam muitos anos de carreira para a pós-hippie Cindy e pouco tempo de vida útil para a devassa Madonna. Não foi bem isso que aconteceu, como é público e notório. Cindy, enfim, está aí até hoje, mas só chegou de verdade à perfeição pop em seu álbum de estreia, que mais parece uma coletânea. São sete entre dez hits, trazendo desde a ode à masturbação She bop até aquelas mesmas que você conhece: Girls just wanna to have fun e Time after time.


"BURACO NEGRO" - ERASMO CARLOS (Polydor). Pronto: Erasmão era parte do rock brasileiro dos anos 80, também. Trazendo Liminha (baixo) e Marcelo Sussekind (guitarra), entre outros músicos, marcou época com rocks e baladas como Esse imenso fliperama, Turma da Tijuca e Indigo Blue (de Gilberto Gil), deixou vir as criancinhas com Sementes do amanhã (Gonzaguinha) e deu o que falar com a pilantragem Close.

"AGE OF CONSENT" - BRONSKI BEAT (London). Synthpop de altíssima qualidade e teor político fortíssimo. O grupo de Steve Bronski, Larry Steinbachek and Jimmy Somerville falava de homofobia, amor para ambos os sexos, relacionamentos GLBT, questionamentos bíblicos e ainda punha lenha na fogueira reclamando da "idade consentida" para relacionamentos  gays (a homossexualidade era considerada um crime na Inglaterra até 1967).

"E A VIDA CONTINUA" - RITCHIE (Epic/CBS). Tinha que continuar. Após o sucesso de Voo de coração (1983) e de Menina veneno, conseguir vender as mesmas 700 mil cópias da estreia seria uma missão quase impossível para o inglês naturalizado brasileiro. Não deu, mas é o disco de Mulher invisível, da tecno-rumbinha Só pra o vento, de Bad boy (parceria de Ritchie com Lobão, que tocou no álbum) e da bossinha Gisella. Muito agradável de se ouvir,

"COVER" - TOM VERLAINE (Virgin). Para muitos, o melhor disco solo do ex-cantor e guitarrista do Television, que negava o punk (ele até hoje detesta o rótulo) indo do rock básico ao pop sintetizado da época.

"NO REMORSE" - MOTÖRHEAD (Bronze). Após milhares de mudanças na formação e turnês concorridas e tumultuadas, o grupo de Lemmy Kilmister encerrava seu contrato com o selo Bronze com uma coletânea dupla, lançada à revelia. Entre hits, inclui lados B como Too late, too late, e seis inéditas, incluída após muita insistência da parte do grupo.

"SONHO REAL" - LÔ BORGES (Barclay). Lançador bissexto de discos na época, Lô deixava a EMI por uns tempos e lançava seu único álbum pela Barclay, quase todo composto ao lado do irmão Marcio Borges e de Murilo Antunes e Ronaldo Bastos. Sonho real, a faixa-título, foi um dos destaques,

"TUBARÕES VOADORES" - ARRIGO BARNABÉ (Barclay). Sangue e porrada impressos em vinil e em quadrinhos - o encarte trazia a história Tubarões voadores, escrita e desenhada por Luis Gê. Atenderam o chamado da vanguarda paulista pop Rita Lee (aparição em Kid Supérfluo, consumidor implacável), Paulinho da Viola (voz no samba A Europa curvou-se ante o Brasil e parceria em Crotalus terrificus), Roberto Riberti (parceria em Mística) e Eduardo Gudin (em Lenda).

"BREAK!" - BLACK JUNIORS (Young/RGE). O hit Mas que linda estás marcou a infância e adolescência de vários rappers - e chegou às lojas num reposicionamento dos produtos black no mercado, tanto aqui quanto fora do Brasil. Formado por quatro adolescentes paulistas que trabalhavam como feirantes, o Black Juniors tinha Mister Sam (criador de Gretchen) como mentor e produtor, e gravou um LP e alguns compactos. Anunciaram uma volta em 2013.

"EDEN" - EVERYTHING BUT THE GIRL (Blanco y Negro). E o pop se sofisticou mesmo em 1984 - Aztec Camera, Matt Bianco, Style Council e vários outros atenderam ao chamado, e um dos nomes que mais fez sucesso no período foi o grupo liderado por Tracey Thorn, com suas canções acessíveis e elaboradas, repleta de influências de bossa nova. Em seu debute, emplacavam faixas como Each and every one.

"ALL OVER THE PLACE" - BANGLES (Columbia). Pouco antes do estouro com Walk like an egyptian, as meninas americanas eram um tantinho mais roqueiras e menos dadas a empastelar o som com teclados. Em seu primeiro disco, emplacavam numa boa Hero takes a fall, More than meets the eye e duas covers, Going down to Liverpool (de Katrina & The Waves) e Live (Emmit Rhodes).

"BON JOVI" - BON JOVI (Mercury). Começou aí. Ou até antes, dada a determinação do roqueiro ítalo-americano Jon Bongiovi (ou Bon Jovi, como passou a se denominar depois), que, poucos anos antes do debute, montava e desmontava bandas, gravava jingles e aceitava qualquer tipo de serviço no estúdio do primão Tony Bongiovi, o afamado Power Station. O grande hit foi Runaway, mas ainda tinha She don't know me, Roulette, Burning for love e outras que merecem ser ouvidas. E o melhor viria depois.

"STONEAGE ROMEOS" - HOODOO GURUS (Big Time). Vindos da cena punk australiana, os Gurus aprimoraram seu gosto por canções um tanto bipolares - os álbuns misturavam temas ensolarados (que foram dando a cara pública do grupo) e coisas meio sinistras, tudo quase sempre com letras críticas. Um som que passou a se chamar surf music e não fez adeptos apenas entre os surfistas. Aqui, os destaques são Leilani, Zanzibar, Tojo e I want you back.


"LUCAS" - MARCO ANTONIO ARAÚJO (Strawberry Fields). Egresso da mesma turma que deu origem ao Som Imaginário (Poison, parceria sua com Zé Rodrix, foi gravada pelo grupo em 1970) o mineiro Marco Antonio aprimorava seu som progressivo e meditativo em seu quarto disco, que trazia os 16 minutos de Lembranças ocupando todo o lado A, mais LucasCaipira e a homenagem Para Jimmy Page. Marco morreu de aneurisma cerebral em 1986.

"VENGEANCE" - NEW MODEL ARMY (Abstract). A mescla de punk, heavy metal (o Sepultura sempre gostou) e folk malcriado do grupo britânico rendeu um hit que você com certeza conhece, 51st state - que não está neste disco, sua estreia. Aqui você ouve outras canções tão ferozes quanto essa, incluindo os protestos de Christian militia, Vengeance e Small town England. Bom de recordar.

"THE PROS AND CONS OF HITCH-HIKING" - ROGER WATERS (Columbia). O primeiro disco solo de Roger Waters - uma viagem interessante sobre os descaminhos de um homem de meia-idade que faz uma viagem de carro - quase foi um álbum do Pink Floyd. O vocalista mostrou, em 1977, o conceito do disco para seus colegas e todos preferiram se concentrar no álbum que se tornaria The wall (1979). Para muitos, a única coisa realmente boa que Roger fez sem recorrer ao nome de seu ex-grupo.

"THE RED HOT CHILI PEPPERS" - THE RED HOT CHILI PEPPERS (EMI). Bem antes de se tornarem modelos de vida rocker e desencapamento total para uma série de grupos novos, os RHCP eram uma banda estranha, com uma cara meio entre o suíngue do funk e o não-suíngue do pós-punk, produzidos por um cara, numa análise futura, nada tem a ver com o som deles (Andy Gill, da banda punk engajada Gang Of Four). Mas já tinha pérolas lá, como True men don't kill coyotes, Get up and jump e Out in L.A.

BÔNUS


"LEGIÃO URBANA" - LEGIÃO URBANA (EMI). Lançado quase secretamente em 2 de janeiro de 1985, o primeiro álbum da banda brasiliense vinha com o ano "1984" impresso no selo original - a EMI dos anos 70 e 80 privilegiava o período de gravação e mixagem para datar seus produtos. De Será a Por enquanto, passando por SoldadosGeração Coca Cola e Petróleo do futuro, uma história que você já conhece de trás para frente, claro.


TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.

2 comentários:

  1. Ricardo, uma retificação: o álbum She's So Unusual (Cyndi Lauper) foi lançado em 1983 (mais precisamente no dia 14 de outubro), não 1984. Para tirar as dúvidas, é só clicar no link da Wikipédia em inglês: https://en.wikipedia.org/wiki/She%27s_So_Unusual

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  2. Oi Alexandre. Eu devo ter confundido com algum single dela de 1984. Confesso que já havia visto e não corrigi por preguiça (haha). Vou consertar. Abç

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