sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CAROLINA MONTE

Um papo com Carolina Monte, irmã de Marisa Monte que é DJ,  trabalha com produção, tem um estúdio e é mais ligada ao mundo do hip hop.

IRMÃ DE MARISA MONTE PRODUZ CDS DE RAP E SAMBA
Carolina Monte lança rapper El Tosh
Publicado em O Dia em 16 de outubro de 2014

Tem quem chame Carolina Monte, 35 anos, de “irmã roqueira de Marisa Monte”. “É porque tenho tatuagens e já tive uma banda de rock, Os Irreversíveis. Mas acho que não sou nada”, brinca. “Trabalho com todo tipo de música. Cresci ouvindo tudo com minha irmã e com nosso pai (Carlos Monte), que é ligado à Portela”, diz ela, que acaba de produzir o segundo CD do rapper El Tosh, Conceito, lançado hoje com show na festa ArpoBlack no Arpo Restô Bar, em Copacabana. 

Em 1996, Carolina foi estudar em Nova York e, ligada em rappers como Tupac Shakur e Puff Daddy, decidiu virar DJ. “Comprei vinis, bateria eletrônica, montei um estúdio em casa. E fiz faculdade de engenharia de áudio”, diz ela, que é dona do estúdio Top Five Produções, no Cosme Velho, e já fez trabalhos para a irmã.

A pergunta é inevitável: Carol canta também? Ela faz aula de canto com a preparadora vocal do programa The Voice, Nina Pancevski, mas não tem interesse nisso. “O que aprendi na aula de canto uso no meu trabalho de estúdio. Eu não tenho esse desejo de ser cantora, detesto viajar, odeio avião”, conta, revelando que além de Marisa e da outra irmã, a atriz Letícia, há outro artista na família. “Meu pai é um grande compositor de marchinhas de Carnaval. Fico insistindo para ele gravar, mas ele não quer.”

Recentemente, Carol trabalhou em Mi, disco solo da percussionista LanLan, e no álbum Dois compassos, dos sambistas Délcio Carvalho e Marcelo Guima. Ultimamente, vem conversando com o rapper MV Bill sobre a digitalização do material do começo da sua carreira. “As gravadoras não têm cuidado com esse acervo. No mundo do hip hop, muito pouca gente tem chance de estudar áudio. No Brasil não tem nem faculdade disso.”

Carol nasceu com um problema congênito no coração (o CIV, comunicação interventricular, o popular “sopro”), com o qual lidou por três décadas. Durante muito tempo, dividiu seu tempo entre a música e inúmeros exames. Hoje, está curada. “Operei o coração há uns quatro anos e levo hoje uma vida normal”, alegra-se.

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