domingo, 26 de outubro de 2014

CINE LITERÁRIO

Um papinho com o idealizador de um projeto bem interessante, que é o Cine Literário, marcado para começar nesta segunda lá no Ponto Cine.
PROJETO CINE LITERÁRIO PÕE A ACESSIBILIDADE EM CARTAZ
Ciclo de filmes baseados em livros estreia sua segunda edição
Publicado em O Dia em 26 de outubro de 2014

Cinema, literatura e acessibilidade são os pontos-chave do projeto Cine Literário, cuja segunda edição começa na segunda-feira no Ponto Cine, em Guadalupe. Trazendo dez filmes recentes que surgiram da adaptação de livros — todos seguidos de debates —, o ciclo já é inclusivo a partir do local escolhido.

“Nasci em Anchieta, perto de Guadalupe. Os moradores da região vão bastante ao evento. A gente sempre soube que o que falta lá é oferta. Ofertamos e todos vão”, diz o diretor-executivo do Ponto Cine, Adailton Medeiros. O projeto começou em 2003 numa feira de livros no Sesi de Duque de Caxias e depois tomou forma. “Para atrair o público eu fazia de tudo: rodava em carro de som, falava em sala de aula de escolas e faculdades, divulgava em rádio”.

Com a nova edição, o Ponto Cine se torna o primeiro cinema 100% acessível do Brasil. Além de rampas para cadeirantes, o Cine Literário estreia o aplicativo WhatsCine, desenvolvido na Universidade Carlos III de Madrid, na Espanha, que põe na tela de tablets e smartphones um intérprete de libras e legendas, além de emitir audiodescrição por fones.

“Isso vai além da questão de contrapartidas sociais. É uma conquista de direitos humanitários”, comemora Adailton, que criou um projeto literário para escolas públicas ligado ao Cine Literário. “Doamos midiotecas com acervo de filmes nacionais baseados em clássicos da literatura brasileira. Quarenta e duas delas já foram distribuídas pelo Brasil”.

Iniciando parceria com a distribuidora Downtown Filmes, o Cine Literário abre sua edição 2014 com o filme Batismo de sangue, de Helvécio Netto, sobre a resistência dos frades dominicanos durante a ditadura — o próprio diretor participa do debate, ao lado do sociólogo Ivo Lesbaupin. Heleno, de José Henrique Fonseca (inspirado na biografia do jogador, escrita por Marcos Eduardo Neves) e Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima (feito em cima do livro de Guilherme Fiuza), estão também no roteiro, que pode ser visto em www.pontocine.com.br/cineliterario.

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