quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PLAYING FOR CHANGE

Vai rolar esse show amanhã na Lapa: o projeto Playing For Change, que reúne músicos de todo o mundo, lança CD.

Fiz matéria para O Dia.

PROJETO COM ARTISTAS DE RUA DE VÁRIOS PAÍSES FAZ SHOW NA LAPA
Playing For Change foi criado em 2002 com o intuito de unir músicos de todo o mundo
Publicado em O Dia em 28 de outubro de 2014

“Nos juntamos em torno da ideia de construir um futuro melhor se todos nós trabalharmos juntos e criarmos inspiração e esperança. E a música é a melhor ferramenta para nos unir e curar corações partidos. Ou culturas e países partidos ao meio”, conta ao DIA o músico, produtor e técnico de som americano Mark Johnson. O projeto Playing For Change, criado por ele em 2002 com o intuito de unir músicos de todo o mundo, vem à Fundição Progresso nesta sexta-feira lançar o terceiro CD/DVD, Playing For Change 3 — Songs around the world.

O projeto e a PFC Band (o grupo que vem tocar aqui, que se formou em 2009 com alguns dos vários artistas de rua que já passaram pela trupe) têm mensagens de paz herdadas diretamente do reggaeman Bob Marley. Não por acaso, o show no Rio tem abertura do grupo de reggae Ponto de Equilíbrio e, depois da apresentação, as duas bandas se encontram no palco para homenagear o cantor.

No novo disco, a versão que fizeram de um clássico do artista, Get up, stand up, ganha a guitarra de ninguém menos que Keith Richards, dos Rolling Stones. Ele, Sara Bareilles e o grupo mexicano Los Lobos (lembra-se da versão deles para La bamba, de Richie Valens?) estão entre os 180 artistas de todo o mundo selecionados para o álbum. O guitarrista ainda contribui com uma música sua, nova, Words of wonder.

“Ele ouviu nossa versão para Gimme shelter (dos Stones) e fui convidado para conhecê-lo em Nova York. Ele topou participar e lembro dele falando que ‘tocar por mudanças’ (‘playing for change’, em português) era a maneira como a música deveria funcionar, como ela deveria agir”, conta Johnson. “A PFC Band vem de dez diferentes países e cada músico traz suas próprias canções e sua própria personalidade para o show. Misturamos material original e canções conhecidas.”

O sucesso do documentário sobre o projeto e da versão que fizeram para Stand by me, de Ben E. King, em 2005, tornou conhecida a busca que Mark faz em vários países por músicos de rua. “É o som mais puro, não há filtros ali”, diz o produtor.

O time que vai para o palco da Fundição inclui músicos como Grandpa Elliot (vocais, Estados Unidos), Clerence Bekker (vocais, Holanda), Keiko Komaki (teclados, Japão) e Mermans Mosengo (do Congo e radicado na África do Sul, canta e toca guitarra e percussão). “A gente adora tocar e ver a mudança acontecer nos rostos das pessoas. A música é o caminho e o único meio de unir todos, de forma positiva e pacífica”, conta Mermans.

Há brasileiros no projeto. “No disco, temos grandes músicos brasileiros. Paulo Heman gravou suas percussões nas ruas do Rio para o disco, e o convidamos para tocar com a gente no show. Temos também um trio de Belo Horizonte, Johnny Herno na percussão, Tom Nascimento na guitarra e Rafael Dias no cavaquinho”, conta Johnson.

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