quinta-feira, 13 de novembro de 2014

MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS NO HEMISFÉRIO SUL

Uma matéria pequena que fiz sobre a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Saiu em O Dia.

CINEMA E DIREITOS HUMANOS EM FESTIVAL NO CCBB
Mostra tem 41 filmes do Hemisfério Sul
Publicado por O Dia em 12 de novembro de 2014


A 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, em turnê pelo Brasil até 3 de dezembro, aporta hoje no Centro Cultural Banco do Brasil. Com 41 filmes que propõem reflexões sobre igualdade e inclusão, o evento também tem lembranças cinematográficas dos 50 anos do Golpe Militar e uma homenagem à cineasta Lucia Murat, diretora de filmes como Que bom te ver viva, sobre mulheres que sofreram torturas durante a ditadura. 

“Nós tomamos o cuidado de criar um festival inclusivo”, ressalta o coordenador Rafael de Luna Freire. “Disponibilizamos audiodescrição e legendas. E também abrimos o leque para filmes não apenas da América Latina, mas também do Hemisfério Sul. Há longas e curtas da Jordânia e do Egito no festival. Buscamos ver o que há de diálogo entre esses países, em suas produções.”

Com entrada franca, a mostra traz clássicos brasileiros como Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho, ao lado de novidades nacionais como O mercado de notícias, de Jorge Furtado (sobre as questões atuais ligadas à profissão de jornalista) e Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro (de temática LGBT). Dentre os estrangeiros, vários curtas e alguns longas, como o mexicano La jaula de oro, de Diego Queimada-Díez.

O festival traz uma mostra competitiva, um ciclo de filmes lembrando o golpe (‘Memória e Verdade’), a homenagem à Lucia Murat e, como novidade, a sessão ‘Inventar com a Diferença’, com curtas-metragem — ou ‘filmes-carta’, como classifica a produção — realizados por alunos de escolas públicas de todo o país (confira toda a programação em www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br.

“A ideia é que os filmes mostrem a interação das crianças com o ambiente, como se fosse um exercício”, relata Freire, orgulhoso em particular da mostra com os filmes de Lucia, que inclui Doces poderes (1997), Uma longa viagem (2011) e Brava gente brasileira (2000). “Ela está em plena atividade, sempre enfocando a temática social e o feminino.”

Lucia comemora o fato de o festival passar por todas as capitais, além do Distrito Federal. “Só assim para que se possa brigar com os fundamentalismos das mais diversas espécies”, conta Lucia. “O Brasil é um país muito dividido. O que acontece na Zona Sul do Rio não tem a ver com o que acontece no interior do Maranhão. É importante que se levem esses temas para outras classes sociais e outros lugares”, diz a cineasta.

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