quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PROJOTA

Uma conversa franca com o rapper Projota, que lança CD neste fim de semana na Lapa.

Curta aí.

UM RAP SENSÍVEL QUE FAZ SUCESSO COM ELAS
Projota lança Foco, força e fé na Lapa
Publicado em O Dia em 6 de novembro de 2014

Cantado (no sentido musical) por Anitta em DVD e show, Projota, 28, anuncia: “Meu show tem mais mulher do que homem na plateia. Onde elas vão, eles vão atrás, né?”, brinca o rapper da Zona Norte de São Paulo , que lança o CD Foco, força e fé durante o Fundição Rap Festival, na Fundição Progresso, sábado. “Quando eu era mais jovem, a gente sofria. Tinha 20 meninas que curtiam rap e já conhecíamos todas”, conta o rapper, que está sem namorada e se considera “bom de cantada”. “Sou solteiro, mas não sou sozinho. Mas quero ter alguém para quem voltar. Sou muito caseiro.” 

Foco, força e fé une o chega-pra-cá de músicas como Foi bom demais, Elas gostam assim (com Marcelo D2) e O vento com a realidade crua de O homem que não tinha nada, A rezadeira e Carta aos meus (que inclui trecho de Tempo perdido, da Legião Urbana, e tem Dado Villa-Lobos, guitarrista do extinto grupo, na guitarra e vocais).

“Antes, eu gravava tudo no computador em casa. Queria que meu primeiro EP tivesse tido músicos de verdade, encarte com letras”, diz ele, cuja mãe, que perdeu ainda na infância, era artista, mas nunca se profissionalizou. “Falo disso em Vozes na sala de estar (música do disco). Ela gravou demos, escreveu peças, tinha carteirinha de atriz. A família dela não a deixou seguir carreira. Hoje canto por mim e por ela!”, diz Projota (o codinome une o “pro”, dos skatistas profissionais, ao “jota” de seu nome, José Tiago Pereira).


Bem antes do contrato (e de Anitta gravar as suas Mulher e Cobertor), Projota disponibilizava EPs e mixtapes na web e organizava festivais com parceiros como Emicida e Rashid. “No dia em que o Emicida lançou o single dele, fiquei na porta vendendo o disco”, conta. Em O astronauta, homenageia Chorão (1970-2013), do Charlie Brown Jr, que conheceu na pista de skate do Ibirapuera, dez dias antes de o cantor morrer.

“O Chorão disse que era meu fã, que queria ter escrito Chuva de novembro (hit de Projota), que a música o tirou da depressão. Fiquei tímido, nem soube o que falar. Ele me convidou para participar do último disco do Charlie Brown, mas não deu tempo”, lamenta. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário