quarta-feira, 12 de novembro de 2014

QUARENTA MAUS MOMENTOS DE ARTISTAS LEGAIS

Há alguns anos, tive um chefe que costumava reclamar quando alguém usava o termo "caos" para definir tudo que aparecesse pela frente. "Quando o caos começar de verdade, vocês não vão saber mais o que é 'caos'", dizia.

Ele também reclamava, com toda razão, quando alguém dava três estrelas ou um "excelente" para qualquer disco que achasse legal, na hora de fazer uma resenha de CD. Achava que poderíamos estar banalizando o termo "excelente" ou a cotação máxima para álbuns.

Levando em conta que artistas picaretas e salafrários surgem por aí aos borbotões, e sempre fazendo álbuns pavorosos, dá até vontade de propor uma não-banalização do termo "ruim". Ainda mais porque qualquer artista muito bom pode passar por safras horrendas de composição, não conseguir fazer nada que preste e, para cumprir contrato, ou por puro desejo de manter a máquina funcionando, não resolver parar de gravar. 

Então vamos lá: para não misturar alhos com bugalhos e não colocar discos de gente legal no mesmo escaninho de gente pavorosa, seguem aí quarenta momentos nada inspirados de gente MUITO boa. Ou será que você gosta desses discos?



"LET IT BE... NAKED" - BEATLES (Apple, 2003). Let it be (1970), último lançamento dos Beatles, é traumatizante para vários fãs, já que o grupo já tinha encerrado atividades quando ele saiu. A versão naked, uma ideia de jerico de Paul McCartney, acreditando que o produtor-arranjador Phil Spector estragara o disco com camadas de cordas, dá uma sensação de ausência ao trazer remexido o material já consagrado do grupo. Até há alguns anos, era o "filho feio" da discografia dos Beatles, o item menos vendido dentre os álbuns.

"MÚSICA CALMA PARA PESSOAS NERVOSAS" - IRA! (Warner, 1993). Parece uma coletânea de sobras de estúdio e demos. E praticamente é. Discos de encerramento de contrato costumam ser feitos "naquela base", mas o Ira! exagerou. Gravação-mixagem horrenda, letras beirando a debilidade, músicas autoindulgentes, excesso de covers. O quase metal Arrastão e a versão blues para Balada triste, do repertório de Agostinho dos Santos, são as que dão para o gasto.

"SACOS PLÁSTICOS" - TITÃS (Arsenal, 2009). Pouca coisa, quase nada, sobra no único disco dos Titãs produzido por Rick Bonadio. Canções fracas, vocais lembrando vagamente as bandas emo produzidas pelo chefe das gravações (em Antes de você, cujas vozes Paulo Miklos garante ter feito sob seus próprios cuidados num estúdio na Bahia), cordas gravadas na meca country Nashville e tentativas inócuas de trazer de volta as eletronices introduzidas em Jesus não tem dentes no país dos banguelas (1987). Decepcionante.

"DIRTY WORK" - ROLLING STONES (Rolling Stones Records, 1986). Muitos críticos que meteram o pau no bom She's the boss, estreia solo de Mick Jagger (1985), foram extremamente complacentes com o retorno dos Stones após três anos sem novos álbuns. Se Undercover (1983) já tinha decepcionado, Dirty work esfregava todo o estresse interno da banda na cara de seu público: o baterista Charlie Watts viciara-se em heroína, Mick Jagger e Keith Richards mal se falavam, o vocalista se recusou a sair em turnê com a banda... O resultado não poderia ter saído pior.



"PRIMITIVE COOL" - MICK JAGGER (Columbia, 1987). O cantor dos Stones não quis fazer turnê para promover Dirty work porque preferiu divulgar seu segundo disco solo. Se a capa já é horrível, nem queira ouvir o álbum, que deu munição a todos os críticos que não ouviram e não gostaram do disco de estreia. As vendas foram tão desastrosas que Mick preferiu excursionar apenas na Austrália e no Japão. Nesse último, fez shows especiais com várias canções dos Stones no set list.

"POR QUEM OS SINOS DOBRAM" - RAUL SEIXAS (Warner, 1979). Resfolegando e devendo um disco para a Warner, Raul compôs quase tudo nesse álbum ao lado de um parceiro misterioso, Oscar Rasmussem, com quem dividia apartamento em Copacabana. Letras sem sentido, músicas ruins (o reggae Ide a mim, dada e o blues Na rodoviária parecem gozação com os fãs) e, pairando desastrosamente no ar, uma queda para a autoindulgência e a autodestruição.

"POP" - U2 (Island, 1997). No fim das contas, o que sobra de um dos discos mais controvertidos do U2 daria um bom EP, que incluiria músicas como Discothéque, Staring at the sun, Playboy mansion e poucas outras. Quem se assustou com as discussões sobre o novo disco do grupo, Songs of innocence, distribuído compulsoriamente no iTunes, talvez recorde: crítica e público receberam muito mal as inovações eletrônicas de Pop, que teve um up comercial logo no início e depois parou de vender.

"IN THROUGH THE OUTDOOR" - LED ZEPPELIN (Swan Song, 1979). A Ultimate classic rock fez um ranking dos álbuns do Led Zeppelin e pôs o último álbum do grupo em último lugar. O excesso de sintetizadores e o clima pop do hit All of my love (dedicado pelo vocalista Robert Plant a seu filho morto, Karac) causaram tristeza a muitos fãs, que ficaram crentes de que o Led, sumido desde 1976, voltara comercializado.


"WAITING FOR THE SIRENS CALL" - NEW ORDER (London, 2005). A melhor contribuição desse disco ao mundo foi ter inspirado o capista de , disco de Caetano Veloso. Por aí você já vê. Dos CDs lançados pelo grupo na década passada, é o que mais dá pinta de que a tecladista Gillian Gilbert faz falta. Krafty, o single, é bonitinha mas (bem) ordinária.

"BORN AGAIN" - BLACK SABBATH (Vertigo, 1983). O veterano grupo de metal tem com certeza discos bem piores que seu único álbum lançado com Ian Gillan (Deep Purple) no vocal. Quem conhece o Sabbath entende a dureza que é ouvir os discos gravados com o cantorTony Martin à frente. O guitarrista Tony Iommi diz, no entanto, não gostar nem um pouco do álbum de 1983. "Nossa formação em Born again foi feita só no papel, puramente por advogados (eram Iommi, o baterista Bill Ward, o baixista Geezer Butler e Gillan). Ian é um grande cantor, mas ele vem de um background completamente diferente e teve muita dificuldade de cantar nosso material", conta. "Não gosto de muitas das músicas desse álbum e a produção foi bem ruim, para ser honesto".

"O INFERNO É FOGO" - LOBÃO (RCA, 1991). O cantor cumpriu contrato com a antiga RCA, hoje Sony, com uma viagem na maionese. Matou a família e foi ao cinema desce bem. O resto já chegou às lojas com a data de validade vencida: Jesus não tem drogas no país dos caretas, O inferno é fogo, Que língua falo euPresidente Mauricinho. O letrista Bernardo Vilhena, banido dos discos do cantor a partir de então (aparece apenas em Viver ou não, parceria com Lobão e Ivo Meirelles) fazia falta.

"CHINESE DEMOCRACY" - GUNS N ROSES (Geffen, 2008). Dispensa maiores comentários. Ouça aqui.



"INTO THE UNKNOWN" - BAD RELIGION (Epitaph,  1983), O segundo disco da banda americana sofreria tanto bullying dos fãs (e dos próprios músicos, com o tempo) que ficou fora de catálogo até 2010. Conhecidos pelo seu hardcore-de-skatista, os rapazes decidiram, sabe-se lá por que cargas d'água, fazer um álbum de rock progressivo, com músicas enormes, climas viajantes e muitos teclados. O trauma da péssima recepção bateu tão forte que a banda acabou e só voltou em 1985.

"METAL MACHINE MUSIC" - LOU REED (RCA, 1975). Sobre esse disco duplo lançado apenas para zoar com a então gravadora de Reed, você já leu o suficiente. Ouça aqui.

"SUBTERRANEAN JUNGLE" - RAMONES (Sire, 1983). Todo disco dos Ramones é igual, dizem os detratores. Menos Subterranean jungle, que desmente o outro velho dito popular, esse espalhado pelos fãs do grupo, de que os álbuns do quarteto americano podem ser bons até quando são ruins. Salva-se pouco, e até o hit Psycho therapy não está entre os dez melhores singles da banda.

"GUILHERME ARANTES" - GUILHERME ARANTES (Warner, 1979). Tem Êxtase, talvez a primeira música brasileira a ser tocada quase inteiramente num sintetizador. E tem a quase-disco Biônica, que tocou um pouco em rádio. O resto é dispensável e um tanto constrangedor.

"CUT THE CRAP" - CLASH (Epic, 1985). Joe Strummer (voz, guitarra) e Paul Simonon (baixo, voz) convidaram outros músicos para substituir o baterista Topper Headon e o cantor e guitarrista Mick Jones. E fizeram um disco que, além de ser considerado o pior álbum do Clash, ganha fácil um alto posto na lista dos piores discos do mundo. Strummer achou que resolveria o buraco deixado pelo multitarefa Jones compondo todo o material ao lado do empresário Bernie Rhodes. Deu ruim.

"RE-LOAD" - METALLICA (Vertigo, 1997). Com raras exceções, disco não é filme para ter "parte dois". É feio, pega mal e dá a entender que o artista está em crise criativa. Se Load já havia assustado vários fãs por causa do novo visual do Metallica (que abandonara os cabelos compridos em prol de uma aparência meio hipster), sua continuação dava medo. Não tinha nada do "lado bom" do anterior. E o que poderia soar bem no ouvido, lembrava um peido do passado - como em Memory remains e na autoexplicativa The unforgiven II. O baixista Jason Newsted, que já costeava o alambrado há tempos, após vários anos de bullying e desprestígio, aproveitou para se mandar.

"THANK YOU" - DURAN DURAN (EMI, 1995). O diário irlandês Irish Times classificou esse álbum de covers do DD como "o pior disco da história da música gravada". O resultado é tão constrangedor que chega a ser engraçado em vários momentos, como nas bizarras versões de Thank you, do Led Zeppelin, e de 911 is a joke, do Public Enemy. É o Duran Duran agradecendo a audiência e a paciência dos fãs.

"A FOREIGN SOUND" - CAETANO VELOSO (Universal, 2004). Um verdadeiro teste de fidelidade até mesmo para o fã mais empedernido de Caetano. Mas o pior é para os admiradores individuais de cada artista estrangeiro regravado por ele nesse álbum, primeira tentativa recente de atingir um público mais "indie" (o que ele conseguiria com , do ano seguinte). O pior do disco é o que ficou mais famoso, a versão mole de Come as you are, do Nirvana.



"SLAVES AND MASTERS" - DEEP PURPLE (RCA/BMG, 1990). Gravado com Joe Lynn Turner (Rainbow) no vocal, esse disco leva bosta feito Geni em sites de fãs do grupo e em portais como Metal Inside. Teve vendagens bem caídas e recepção fria de público e crítica, muito embora canções como King of dreams tenham tocado no rádio, inclusive no Brasil. Em breve, rolaria entra-e-sai geral: volta Ian Gillan e o guitarrista Ritchie Blackmore abandona o grupo de vez.

"GONE TROPPO" - GEORGE HARRISON (Dark Horse/Warner, 1983). De saco cheio do universo da música, George Harrison cumpriu seu contrato com a Warner com... um disco típico de cumprimento de contrato. A Rolling Stone o desprezou em poucas linhas, dizendo que o ex-beatle tinha virado mais um produtor de cinema do que uma músico, e que o álbum novo não vinha para mudar o cenário.

"HOT SPACE" - QUEEN (EMI, 1982). É o disco de Under pressure, feita com David Bowie - enfim, vamos respeitar. Os fãs mais radicais é que não ficaram muito satisfeitos com o fato de o Queen, que já se orgulhou de não usar sintetizadores, incorporar cada vez mais elementos de R&B, disco e música pop de rádio. As dançantes Body language e Dancer estão aqui. Las palabras de amor, pesadelo brega de muitos antigos admiradores, também.


"LULU" - METALLICA E LOU REED (Vertigo, 2012). O disco que uniu o grupo de metal ao cantor americano causou reações muito bizarras. Tão bizarras que espalhou-se que Lou Reed estaria com medo de ser agredido na rua pelos fãs do Metallica. O irônico Pitchfork classificou-o como "audacioso e entediante". Lou Reed preferiu responder dizendo que "não tinha mais fãs. Depois de Metal machine music (1975), onde eles foram parar?".


"NEVER LET ME DOWN" - DAVID BOWIE (EMI, 1987). Virou clichê dizer que o título desse disco acabou acontecendo ao contrário. Enquanto Bowie pedia a alguém (no caso, sua assistente pessoal Coco Schwab) que não o decepcionasse, seus fãs é que ficaram bem deprimidos com esse álbum. O cantor respondeu às críticas negativas dizendo que o álbum havia vendido bem (o que era verdade). Mas nada compensava a audição de canções fracas como a faixa-título, Day-in, day-out, Time will crawl e outras.

"GIL E MILTON" - GILBERTO GIL E MILTON NASCIMENTO (Warner, 2001). No que dá o encontro de dois monstros da MPB? No caso aqui, deu foi em monstruosidade mesmo. Um disco ruim, com poucas músicas a se salvar, chatices inacreditáveis (Dinamarca, que tocou em rádio), coisas decididamente vergonhosas (tem uma música chamada Lar hospitalar) e a "incrível" participação de Sandy & Junior em Duas sanfonas.

"BARCELONA - FREDDIE MERCURY E MONTSERRAT CABBALET (Polydor, 1988). É o famoso "pode, mas não deve". Freddie Mercury, diva até a medula e grande fã de climas operísticos, até poderia lançar um álbum de ópera brega ao lado de Montserrat - hits do Queen como Bohemian rhapsody o credenciariam para isso, pois. Mas não deveria. O vocalista do grupo britânico acabou indo longe demais.

"NATION" - SEPULTURA (Roadrunner, 2001). No segundo disco gravado com Derrick Green no vocal, o Sepultura ressurgiu parecendo ter gasto todas as suas fichas no álbum anterior, Nation (1998). A safra ruim foi esfregada na cara dos fãs por intermédio de riffs fracos e de músicas sem nenhum potencial.


"BACK TO THE EGG" - PAUL MC CARTNEY & WINGS (Parlophone, 1979). Na raspa do tacho de seu grupo pós-Beatles, Paul tenta parecer "moderno" e inclui tons new wave e punk em seu som. A crítica não perdoou e saiu dizendo que o disco era "um dos álbuns mais preguiçosos da história do rock".

"SQUEEZE" - VELVET UNDERGROUND (Polydor, 1973). Disposto a não abandonar de jeito algum o nome "Velvet Underground", o empresário do grupo, Steve Sesnick, não viu problema nenhum que saísse um disco da banda sem nenhum de seus integrantes originais na formação. Restaram apenas o multiinstrumentista Doug Yule (que entrara em 1970 para substituir John Cale no baixo) e um punhado de canções tolas. E, lógico, a ira dos ex-Velvet Cale, Lou Reed e Nico.  

"ROCK IN A HARD PLACE" - AEROSMITH (Columbia, 1982). O guitarrista Joe Perry saiu da banda. O vocalista Steven Tyler ficou por lá, doidaralhaço. Com Jimmy Crespo e Rick Dufay nas guitarras, e o próprio Tyler na produção, é tão ruim que chega a valer como curiosidade.

"TIM MAIA" - TIM MAIA (Som Livre, 1977). Gravado sob encomenda do produtor Guto Graça Mello, o único disco de Tim Maia para a gravadora global vale pelo papo-cabeça do texto da contracapa, pelo samba-rock de Não esquente a cabeça, e só.



"ZIPPER CATCHES SKIN" - ALICE COOPER (Warner, 1982). Só os fãs muito radicais de Alice dão algum valor a esse disco. E alguns admiradores de longa data mal sabem que ele existe. Doidão de álcool e cocaína, Alice compôs (teoricamente), produziu e gravou esse disco fraco numa de suas fases mais sarjeteiras. Em entrevistas, diz não conseguir se lembrar de nada do que fez no álbum.

"ANIMALIZE" - KISS (Mercury, 1984). Gene Simmons estava tentando virar ator (fez uma bomba cinematográfica com Tom Selleck, Fora de controle e, dizem, teve um rolo com Sonia Braga). Deixou toda a batata quente do segundo disco da fase sem-máscara nas mãos de Paul Stanley, que precisou se virar com a produção e com o material (fraco) deixado pelo linguarudo.

"MONOCHROME" - HELMET (Warcon, 2006). O grupo noventista do guitarrista Page Hamilton tinha voltado com o bom Size matters (2004). E deixou entrar areia no disco seguinte. Quem falava que todos os discos e músicas do Helmet são iguais ganhou mais munição com esse álbum, cheio de canções bobas e vocais mais esgoelados do que de costume. A vinheta Howl, que traz um péssimo e irritante solo de guitarra, serve como um resumo do álbum.

'THE ULTIMATE SIN" - OZZY OSBOURNE (Epic, 1985). A coisa mais notável a respeito desse disco de Ozzy, lançado após sua vinda para o primeiro Rock In Rio, era que a imprensa brasileira não chegava a um consenso sobre como escrever seu nome. Saíam publicados The ultimate cyn, The ultimate cine, Ultimate sin (sem o "the"). O resultado saiu tão fraco, tão sem foco e tão sem noção que o próprio Ozzy já disse detestar a produção do álbum - e ele nunca mais nem foi relançado.



"BURGUESIA" - CAZUZA (PolyGram, 1989). Quase nas últimas, Renato Russo fez de A tempestade (1996), último disco da Legião Urbana, um álbum tristíssimo, depressivo, mas bom. Praticamente no mesmo estado, Cazuza não conseguiu o mesmo com seu último registro. Quem cuidava do cantor na época deixou-o tomar conta sozinho da produção de um disco duplo, que acabou repleto de canções (compreensivelmente) feitas às pressas e ganhando gravação/mixagem horrendas.

"ZOMBIE BIRDHOUSE" - IGGY POP (Animal, 1982). A carreira de Iggy parecia acabada na época em que saiu esse disco, talvez o seu álbum mais fraco, em que punkices se misturavam a estranhas tentativas de blues e folk. O melhor é a história por trás dele: Iggy foi ao Haiti fazer fotos para a capa do álbum, se entupiu de drogas legais, gastou os últimos trocados da viagem num inferninho, meteu-se com magia negra e foi até perseguido pelos Tonton Macoute.

"ONE TRUE PASSION" - REVENGE (Capitol, 1990). A banda do baixista Peter Hook, ex-New Order, veio dar um show no Brasil nessa época, quase simultaneamente ao lançamento do primeiro disco - hoje isso é comum, mas na época era absolutamente novo. Tocou para poucos, despertou algumas atenções e levou escovadas da crítica por causa do primeiro disco, tido como fraco. É menos ruim do que aquela resenha que você leu na Bizz fazia supor, mas é bem lamentável se comparado a seu grupo original.


"SGT PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND - TRILHA SONORA" - VÁRIOS ARTISTAS (RSO, 1978). Olha, já se falou tanto, mas tanto dessa trilha e desse filme, que vale apenas ouvir. Esse link aqui traz um texto bem completo sobre o disco que traz uma constelação de nomões (gente como Bee Gees, Peter Frampton e Aerosmith), cada um vivendo seu inferno pessoal, estragando canções dos Beatles e queimando o próprio filme. E raspando o crédito do produtor Robert Stigwood até o final.






TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.

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