terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ALICE CAYMMI

Minha segunda capa para o D Mulher: um papo com Alice Caymmi que saiu há alguns sábados..
O show dela já passou. Mas fica aí o registro.

DAS MARAVILHAS
Alice Caymmi faz show no Oi Futuro de Ipanema e fala sobre seu estilo extravagante de ser
Publicado em O Dia em 29 de novembro de 2014


Alice Caymmi é extrovertida desde criança.“Pequenininha, falava com todo mundo, convivia com amigos dos meus pais”, lembra a filha de Danilo Caymmi, sobrinha de Nana e Dori, neta de Dorival, que sobe ao palco do Oi Futuro de Ipanema hoje, no festival Sonoridades, com o repertório do álbum Rainha dos raios. Da infância, também vem o interesse por moda.
“Minha mãe me ‘montava’. Adorava tudo quanto era fantasia. Festa junina era uma loucura, ia sempre de noiva, aquela criança praticamente embrulhada num véu”, recorda. “As pessoas se vestem de forma sóbria, seguem regras. Gosto de quem vê a moda de forma lúdica, como Ronaldo Fraga, Fernando Cozendey. Quem tem esse comportamento, como eu, corre um risco maior, né? Mas você erra e acerta depois!”, brinca Alice, 24 anos, ela mesma sempre a fim de quebrar padrões. 

No Prêmio Multishow, em outubro — quando ganhou a estatueta de versão do ano, por ‘Homem’, de Caetano Veloso — ousou com make para lá de exótico, misturando dourado, preto e lantejoulas no rosto. “Usei uma camisa da Alessa com anjos e catedrais. Mas a maquiagem fui eu que fiz durante três horas!”, lembra a carioca nascida e criada em Copacabana.

“Adoro artistas que se expressam dessa forma em premiações. Deixa eu usar essa energia, depois vou de funcionário público”, brinca. Lady Gaga, sempre com trajes inusitados em eventos, seria uma referência? “Não, ela faz isso o tempo todo, nem só em premiações. Pensei mais na Björk”, diz Alice, que fez uma versão de Unravel, da islandesa, e foi elogiada por ela nas redes sociais. “E também adoro David Bowie. Tô indo para o lado dele!” 

Uma referência musical é Caetano Veloso, um cara que “nunca envelheceu”. Apesar da admiração do tropicalista pela família Caymmi, Alice não chegou a conhecê-lo na infância. “Ah, não rola isso não. Minha família sempre foi reservada, nunca foi ‘de galera’. E a turma do Tropicalismo e dos Novos Baianos sempre foi fechada”. A ficha de que seu avô era o grande Dorival só lhe caiu aos 13 anos. “Ouvi o Canções praieiras (primeiro álbum de Dorival, de 1954). Aí entendi o que era aquilo e chorei muito. Peguei meu avô já bem velhinho, ele me contava muitas histórias”, lembra. 

Para o show de hoje, Alice leva como convidado ninguém menos que o hitmaker Michael Sullivan, com quem ela compôs Meu recado, do disco novo — ontem, Helio Flanders, da banda Vanguart, cantou com ela. “Nem esperava que meu trabalho conseguisse juntar o sucesso de crítica com uma pontinha do popular. Vi com o Prêmio Multishow que posso conseguir isso”.

DIRETO DO GUARDA-ROUPA Nesse conceito de “não seguir regras” e arriscar, Alice é fã de marcas jovens e ousadas como Llas e Alessa (que usou no Prêmio Multishow), dos brincos e bijuterias de Christopher Alexander e dos sapatos de Virginia Barros.

A cantora gosta do assunto moda e a recíproca é verdadeira: esta semana, Alice se apresentou no Forum de Ipanema, a convite da grife Maria Filó.

No começo do mês, ela cantou no desfile da Llas, na última edição da São Paulo Fashion Week. “Elas são amigas do DJ Zé Pedro, que lançou meu disco (no selo Joia Moderna), e me quiseram lá fazendo show”, lembra, sobre as estilistas.

A ida ao evento valeu: Paulo Borges, idealizador da semana de moda paulista, vai dirigir o show que Alice vai fazer nos dias 11 e 12 de dezembro no Teatro Itália, em São Paulo. “Nos apaixonamos um pelo outro!”

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