terça-feira, 16 de dezembro de 2014

PIXINGUINHA NO JAZZ

Daqui a pouco tem Maria Alcina e Vânia Bastos cantando Pixinguinha no Rival. Segue uma materinha que fiz.

MARIA ALCINA E VÂNIA BASTOS JOGAM PIXINGUINHA NO JAZZ
Cantoras relembram Carinhoso e outras do compositor
Publicado em O Dia em 16 de dezembro de 2014

O legendário Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha (1897-1973), era fã de jazz. Logo que teve contato com o estilo, começou a comprar discos, além de ouvi-los entre amigos. As cantoras Maria Alcina e Vânia Bastos o homenageiam no show 40 Anos Sem Pixinguinha (hoje, no Teatro Sesc Ginástico) e, com o grupo do baixista Marcos Paiva, tratam de resgatar os improvisos que insinuavam-se por trás dos choros e sambas do músico.

“A parte instrumental é tão importante quanto a nossa. São três artistas, né? Eu, Vânia e o Marcos Paiva”, diz a extrovertida Maria Alcina. “Faço o lado mais brejeiro da obra do Pixinguinha, e a Vania fica com a parte mais densa. Os músicos vieram com uma outra pegada, com instrumentos diferentes.” As duas cantam em separado e se encontram no clássico Carinhoso

Na apresentação, Paiva une baixo acústico, bateria, vibrafone, flauta e sax aos vocais. “É complicado falar em modernizar, mas quisemos sair um pouco da sonoridade tradicional associada ao Pixinguinha e ao próprio choro. Ele era uma esponja humana que absorvia todo tipo de informação. É possível reler a obra dele de muitas maneiras”, diz o músico.

Canções infantis de Pixinguinha, como Gavião calçudo, estão no roteiro da apresentação, assim como Mundo melhor, Urubu malandro, Samba de fato. A turnê já havia passado pelo Rio, com Selma Reis no lugar de Alcina. “Na época, eu fazia o lado mais brincalhão de Pixinguinha”, conta Vânia. “Pelas músicas, dá para ver que ele tinha uma alma sorridente. Li uma entrevista do Vinicius de Moraes em que ele dizia que queria ser o Pixinguinha. Imagina só!”

Com carreira iniciada pouco antes da morte de Pixinguinha (em 1972, estourou nacionalmente com sua gravação de Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor), Maria Alcina não chegou a conhecê-lo pessoalmente. “Uma pena. Lembro que uma vez estava nos Estados Unidos e vi um saxofonista na rua tocando justamente Carinhoso. Me deu uma saudade imediata do Brasil”, recorda.

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