terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CANDEIA

O selo Discobertas, do produtor e pesquisador Marcelo Froes, acaba de provar que Candeia (1935-1978) é um gênio da música. A caixa Sou mais o samba traz os três primeiros discos lançados pelo cantor e compositor portelense. Ficam faltando só os dois LPs da Warner, lançados no fim dos anos 70 (Axé, de 1978, já saiu póstumo) já reeditados em coletâneas, mas já está de excelente tamanho para comemorar os 80 anos que o autor de Preciso me encontrar - imortalizada por Cartola - estaria fazendo este ano. 

Se você nunca ouviu, prepare-se para tomar um choque tão grande quanto o que pode ser causado pela audição dos dois primeiros álbuns de Cartola, pela Marcus Pereira. O termo "samba de raiz" chega a ficar pequeno diante do que Candeia fazia, tamanha sua conexão com os sons afro. Tem muito mais ali: em Seguinte... raiz (1971), seu segundo e mais diversificado álbum, Candeia passa perto do afrobeat em Saudação a Toco Preto e compõe uma balada gospel que poderia ter sido gravada por Roberto Carlos, Imaginação

Fiz essa matéria aí para O Dia há algumas semanas. Tem muito mais vindo aí para comemorar a data redonda do sambista.

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