sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

QUARENTA PRIMEIRAS MÚSICAS

Comece o ano ouvindo as primeiras músicas de vários álbuns clássicos do rock, da MPB e etc.

Ê falta de assunto...


"THE SONG REMAINS THE SAME" - LED ZEPPELIN (Houses of the holy, 1973). Uma verdadeira sinfonia de guitarras, com Robert Plant dobrando vocais e louvando a música do mundo. Era para ser apenas um instrumental, que abriria a épica The rain song, mas surgiram novas ideias.

"IN THE FLESH?" - PINK FLOYD (The wall, 1979). O começo da história de Pink, o rockstar problemático que protagoniza a ópera-rock do grupo progressivo.

"ROOTS BLOODY ROOTS" - SEPULTURA (Roots, 1996). Heavy metal brasileiro de verdade, sem descaracterização. E com a vibe estranha de Max Cavalera nos vocais e na guitarra, ainda na banda.

"WHEELS OF CONFUSION" - BLACK SABBATH (Black Sabbath vol 4, 1972). A melhor abertura que um disco do grupo inglês merece ter. E dá muitas saudades de Bill Ward na bateria.


"LISTEN, LEARN, READ ON" - DEEP PURPLE (The book of Taliesyn, 1968). Em seu segundo disco, o grupo britânico era mais uma banda psicodélica do que o pai do heavy metal. E já dava certo.

"BOX OF RAIN" - GRATEFUL DEAD (American beauty, 1970). Renato Russo não entendia como no Brasil ninguém conhecia esse clássico da banda americana. Assinamos embaixo da dúvida do vocalista da Legião Urbana.

"SAFE EUROPEAN HOME" - THE CLASH (Give 'em enough rope, 1978). O segundo disco do Clash ganhou críticas beeeem radicais - houve quem se emputecesse com a produção de Sandy Pearlman, que cuidara de vários álbuns do grupo de heavy metal Blue Oyster Cult.

"QUE PAÍS É ESTE?" - LEGIÃO URBANA (Que país é este? - 1978/1987, 1987). Os Ramones baixaram nessa música composta por Renato Russo aos 18 anos, e só lançada uma década depois.


"SERÁ QUE É ISSO QUE EU NECESSITO?" - TITÃS (Titanomaquia, 1993). Por mais que o grupo paulistano se recuse a aceitar esse rótulo: sim, eles viraram grunge. E garantiram a sobrevida.

"THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL" - PANTERA (The great southern trendkill, 1996). Phil Anselmo abre essa faixa com um berro - e uma respiração de aviso prévio.

"IS THIS IT" - STROKES (Is this it, 2001). Eles inovaram o rock quando o estilo precisava de renovação. Há quem diga que não passaram muito disso, mas enfim...

"HOLIDAYS IN THE SUN" - SEX PISTOLS (Never mind the bollocks - here's the Sex Pistols, 1977). Johnny Rotten, o vocalista, não queria férias ao sol. Queria era derrubar o Muro de Berlim.


"MERENDA ESCOLAR" - FALCÃO (Bonito, lindo e joiado, 1991). Breguice jovemguardista lembrando a poesia escatológica de Glauco Mattoso.

"BONE MACHINE" - PIXIES (Surfer rosa, 1988). Os anos 90 começaram mesmo foi aqui.

"STACKED ACTORS" - FOO FIGHTERS (There is nothing left to lose, 1999). Não dá para entender porque é que os FF se tornaram de uma hora para outra uma banda odiada por muitos. O grupo de David Grohl tem pelo menos três clássicos na discografia, e seu terceiro disco é quase perfeito. Na abertura, uma estranha bossa-grunge, que Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, acredita ser dedicada a ela.

"BLEW" - NIRVANA (Bleach, 1989). O grupo americano era bem mais deprê do que em Nevermind (1991).


"SCORPIO'S DANCE (FIRST MOVEMENT)" - SHOCKING BLUE (Scorpio's dance, 1970). O grupo de Venus e Love buzz teve também sua fase psicodélica, desconhecidíssima.

"BEYOND AND BEFORE" - YES (Yes, 1989). O baixista Chris Squire é quem manda nesse boteco, que já teve um sem número de guitarristas, tecladistas e bateristas, e alguns vocalistas. A primeira nota ouvida na primeira música do primeiro disco da banda é seu baixo, agudo e soando como guitarra. Quer tocar com ele? Problema seu.

"TOP TOP" - MUTANTES (Jardim elétrico, 1971). A fase mais psicodélica dos Mutantes foi, quem diria, seu período mais tranquilo e menos ousado musicalmente. E ainda rendeu grandes hits.

"MOTHER'S LITTLE HELPER" - ROLLING STONES (Aftermath, 1966). Perseguidos pelo uso dr drogas, os Stones desomenageavam as donas de casa viciadas em anfetaminas e remédios comprados com receita médica.



"WAITING" - SANTANA (Santana, 1969). O grupo liderado por um pós-adolescente mexicano que tocava muito e foi vendido à produção do festival de Woodstock como moeda de troca para que tivessem o Grateful Dead.

"NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA" - ULTRAJE A RIGOR (Nós vamos invadir sua praia, 1985). Isso é o melhor do rock nacional dos anos 80. Não importa o que digam.

"SANGUE LATINO" - SECOS & MOLHADOS (Secos & Molhados, 1973). Riff de baixo que gruda na memória.

"FIVE YEARS" - DAVID BOWIE (The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, 1972). A música em que Ziggy/David revelava seu plano-de-cinco-anos para dominar o mundo.


"AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA" - ROBERTO CARLOS (Roberto Carlos, 1969). A virada na carreira do Rei, no "disco da praia", com uma tristíssima balada sobre a internação do filho Segundinho.

"CORISTA DE ROCK" - RITA LEE & TUTTI FRUTTI (Entradas e bandeiras, 1976). Em fase meio zicada e renegada (ela diz nem gostar de olhar para a capa desse disco), Rita e o Tutti Frutti fazem um dos melhores sons da fase que uniu a cantora e a banda.

"CANTO PARA MINHA MORTE" - RAUL SEIXAS (Há dez mil anos atrás, 1976). Não parecia brincadeira: Raul falava em tom grave sobre morte e sobre as dúvidas a respeito de como ela viria - e da certeza de que não adiantava fugir dela.

"SOOKIE SOOKIE" - STEPPENWOLF (Steppenwolf, 1968). Esqueça Born to be wild. O grupo americano tem coisas muito melhores para mostrar.


"I FEEL FREE" - CREAM (Fresh Cream, 1966). Psicodelia pop, sem a qual grupos como Queens Of The Stone Age não existiriam. Aliás nada existiria.

"BLUE SUEDE SHOES" - ELVIS PRESLEY (Elvis Presley, 1956). O primeiro LP de Elvis teve a ordem das faixas mudadas através dos tempos. Em sua primeira edição, começava com esse clássico de Carl Perkins.

"LEROS LEROS E BOLEROS" - SERGIO SAMPAIO (Eu quero é botar meu bloco na rua, 1973). "Por que tanta gente rindo/no filme que eu vi?". Não havia muitos motivos para rir em 1973, ou havia?

"PROWLER" - IRON MAIDEN (Iron Maiden, 1980). E o grupo britânico de heavy metal ainda sabia fazer canções curtas...


"FLOWER" - SOUNDGARDEN (Ultramega ok, 1988). O grupo americano era mais punk, mais lento ainda, bem menos "clássico". E tinha canções compostas pelo guitarrista Kim Thayil.

"MANGUEBIT" - MUNDO LIVRE S/A (Samba esquema noise, 1994). "Sou eu transistor/Recife é um circuito/O país é um chip/Se a terra é um radio/Qual é a música?/Manguebit". Apenas um dos manifestos musicais dos anos 90.

"THE GREAT SOUTHERN TRENDKILL" - PANTERA (The great southern trendkill, 1996). Phil Anselmo abre o disco mais pesado de seu ex-grupo com um berro violento. 

"TENDER" - BLUR (13, 1999). Inesperado gospel que abre um dos melhores e mais diversificados álbuns dessa banda britânica. 


"OS ALQUIMISTAS ESTÃO CHEGANDO" - JORGE BEN (A tábua de esmeralda, 1974). No Brasil dos anos 70, o sucesso pop podia vir até de uma canção que falasse em alquimistas, que abrisse com um palavreado incompreensível de estúdio e que aconselhasse evitar pessoas "de temperamento sórdido".

"DOWN ON THE STREET" - STOOGES (Funhouse, 1970). Um dos melhores riffs do mundo.

"SISTER ANNE" - MC5 (High time, 1971). O som lascado do grupo pré-punk americano evoluíra para um hard rock da idade da pedra, lembrando uma cruza de The Doors e Stooges. Finaliza com Freedom now, hino do Exército da Salvação, em versão trôpega.

"WHITE LIGHT/WHITE HEAT" - VELVET UNDERGROUND (White light/White heat, 1968). Agressivo, quase inaudível e gravado no talo.


TODAS AS LISTAS DE QUARENTA:

- quarenta discos de 1974 parte um dois
- quarenta micromúsicas
- quarenta momentos em que a macumba virou pop
- quarenta músicas que você tem que ouvir parte um e dois
- quarenta melhores momentos de Hermes & Renato
- quarenta fatos sobre o Abba
- quarenta discos de 1984 parte um dois
- quarenta fatos sobre o Menudo.

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