segunda-feira, 9 de março de 2015

SOBRE INEZITA BARROSO (1925-2015), TOMARA QUE ALGUÉM LEMBRE QUE

a cantora, símbolo de um Brasil mais interiorano e (no mais do que bom, excelente sentido da palavra) caipira, teve lançada há alguns anos uma caixa com 6 CDs, O Brasil de Inezita Barroso.

O jornalista e pesquisador musical Rodrigo Faour compilou 89 fonogramas tirados dos primeiros LPs de 10 polegadas lançados por ela pela antiga Copacabana. A caixa foi licenciada por três anos para a empresa de fabricação de CDs Microservice (via EMI, que detém hoje tudo da Copacabana) e pode ser encontrada ainda por aí. Pegue logo antes que suma de vez do mapa.

Recentemente, Inezita completou 90 anos. O pesquisador musical Marcelo Froes soltou um justificado veneno outro dia no Facebook dizendo que ela tinha feito nove décadas e ele não tinha tido a chance de abrir os jornais para ver os cadernos especiais, a programação de documentários e as reportagens. Bobeamos todos, inclusive eu, de não dar atenção à data. Uma grande pena. Vale dizer que, para chorar a morte de Inezita com mais sustância, há vídeos bem legais no Youtube, incluindo edições recentes do Viola minha viola, que ela apresentava há anos na TV Cultura. Aqui, ela apresenta a bela violeira Bruna Viola (desculpe a repetição de palavras).

E, sim, uma puta brincadeira estranha do destino que Inezita, tida como a primeira mulher a gravar uma moda de viola, saia de cena justamente no Dia Internacional de Mulher. Sou a favor de que se celebre Inezita como se celebram vários ícones do feminismo hoje em dia. E consigo entender, lá do meu jeito tosco, que sem ela, nada de Rita Lee, nada de Leila Diniz, nada de nada. 

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