quarta-feira, 15 de julho de 2015

ERASMO CARLOS

Comentei outro dia com o amigo Renato Vieira sobre como era impressionante o fato de o Erasmo Carlos ainda ter peito para revisitar seu repertório dos anos 70 e 80 e colocar várias raridades num DVD - que é Meus lados B, a ser lançado por ele neste fim de semana no Oi Casa Grande. Erasmo, como se sabe, perdeu a ex-mulher, Narinha, e o filho Alexandre, ambos já mortos. Seu repertório desse período é essencialmente voltado para a vida em família, com músicas falando sobre o amor que sentia pela ex-mulher e sobre a criação que pretendia dar aos filhos. Basta dizer que no disco novo tem Sementes do amanhã, de Gonzaguinha, e a emocionante Geração do meio, composta por ele e pela própria Narinha.

Concluímos que Erasmo, um cara que praticamente inventou o rock brasileiro como o conhecemos hoje (ou como ele deveria ser hoje) é um sujeito forte pra caralho. Perguntei a ele sobre isso nessa matéria que fiz com ele e que segue ao lado (saiu hoje no O Dia) e ele respondeu: "É, bicho, mas às vezes o muro aqui é de isopor". E confessou que às vezes sente que a voz embarga no palco. Erasmo também confessa que, apesar de sua dedicação ao rock, sempre quis fazer sucesso com um samba - e resgatou vários dos que fez, com Roberto ou não, para o novo álbum. E, sem medo de ser mal interpretado (como aconteceu recentemente com Ed Motta), diz que não vai atender pedidos de sucessos no show.

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