terça-feira, 5 de abril de 2016

SEM ZONA DE CONFORTO

ACORDE chegando a quase 3 mil curtidas na página. Bom isso.

Confesso que eu nunca fui do tipo que batalha para divulgar nada e sempre deixo essa função nas mãos de outras pessoas. Aliás, por pura timidez (babaquice, enfim), de modo geral eu sempre acabo fugindo de situações em que precise ficar pedindo coisas pra outras pessoas, ou mostrando meus trabalhos para amigos. Mostro os links das coisas que eu escrevo no Facebook e olhe lá.

Fui nesse fim de semana no lançamento do livro Brodagens - Gilber T e as histórias do rap e do rock carioca, do amigo Pedro de Luna, sobre a trajetória e a história pessoal de outro amigo, Gilber T, músico de São Gonçalo que passou de sapato alto pela geração roqueira dos anos 90 com a banda Tornado. E vem desenvolvendo uma carreira solo bem interessante, com discos excelentes. O Pedro é um cara que soa quase como meu oposto: mostra a cara, briga, investe tempo, vai em frente mesmo que tudo pareça ir contra. Eu ainda tenho grandes dificuldades em sair da zona de conforto. É importante ver o que os amigos andam fazendo para ampliar sua visão das coisas e ver até onde você está deixando de ir, e sempre é uma grande lição.

E o que o ACORDE tem a ver com isso? Bom, eu diria que o programa tem me ensinado a me comunicar melhor, e tem me ensinado que nas vezes em que eu deixei a pesquisa sobre coisas novas a respeito de música de lado, eu é que acabei perdendo. Vem daí que, se o programa vinha virando uma excelente mixtape de rock (eu pelo menos acho excelente, já que meu padrão é a variedade), meu objetivo é entregar a cada programa algo que esteja próximo do didático, mas sem soar chato, pentelho e aporrinhante. 

É legal que quem ouve possa ouvir Foo Fighters, Jack Bruce, Pixies, Supergrass e Raul Seixas na mesma batida. Descobrir que Guilherme Arantes é rock (é, aposto nisso), ouvir uma faixa rara dos Ramones. E fazer um programa de rock falando para todo mundo é bastante difícil. É mais fácil falar para quem só curte obscuridades, ou para quem só ouve coisas bastante batidas (e que já tocam nas outras rádios rock).

Eu como jornalista do jornal O Dia, onde bato ponto há três anos (exatos três anos, que se completaram no dia 1º), tenho que fazer matérias sobre artistas que, honestamente, não ouço em casa. Não vou dizer que não me divirto: conversar por telefone com gente do funk, do pagode, do sertanejo, é megadivertido. Mas não dá pra abrir mão de lidar com música da qual realmente gosto, mesmo que lidar com sons que eu náo curta seja uma grande descoberta. Posso até arrumar outro emprego, mas a ideia é sempre tentar lidar com os sons que tenho vontade de escutar quando paro em casa.

Tem mais um pouco do que andei vendo lá no lançamento do Brodagens nisso aí. E que pode virar um projeto para 2016 ou 2017, para lidar com música e buscar uma maneira de ganhar com conhecimento e acúmulo musical - acúmulo sim, porque não dá para falar de outra maneira quando seu quarto virou uma bagunça de CDs, vinis e livros. Tenho descoberto muita coisa na internet sobre música, sobre o valor que ela tem até mesmo nessa época em que tem muita gente fazendo som, pouca gente comprando discos e muita gente querendo conhecer e ouvir mais coisas. Comecei a criar isso na minha cabeça e virou minha mais nova obsessão para os próximos meses. Isso inclui o lançamento de um site dentro de alguns meses, que até que está mais ligado ao ACORDE e ao rock. Mas já vai abrir caminhos para outras coisas.

Em breve tudo isso vai aparecer e acho que vai virar uma coisa que muita gente pode curtir - e de grão em grão, quem sabe mais do que esse muita gente pode gostar e compartilhar. Por enquanto, vai tudo um pouco mais devagar do que eu gostaria, mas num ritmo que eu posso acompanhar.

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