sábado, 4 de junho de 2016

MUHAMMAD ALI (1942-2016)

Como lembrou o colega Márvio dos Anjos em seu artigo hoje no O Globo, Muhammad Ali era um lutador que tinha também a dimensão de entertainer. Como se não bastasse ter inspirado legiões de lutadores e jovens afrodescendentes (e não apenas os afrodescendentes) ao redor do mundo, o campeão dava entrevistas em que expunha seus pontos de vista sobre assuntos bastante espinhosos (não era fácil falar sobre direitos civis e racismo nos anos 60 e 70, enfim) usando técnicas de comediante.

Olha só esse brilhante solo de Ali sobre racismo, numa entrevista para a televisão nos anos 70.





Em 1977, em plena forma (e dois anos antes de largar o boxe), Muhammad Ali virou desenho animado das manhãs de sábado do canal americano NBC. I am the greatest: The Adventures of Muhammad Ali teve apenas treze episódios entre 10 de setembro e 3 de dezembro de 1977. O primeiro episódio, The great alligator, foi esse aí.





Em agosto de 1963, seis meses antes de se tornar o peso-pesado campeão do mundo e mudar seu nome para Muhammad Ali, Cassius Clay rendeu-se a uma moda da época e gravou um disco falado. Pode parecer inacreditável hoje, mas isso era bastante comum nos anos 50 e 60: comediantes, atores e até políticos gravavam álbuns de spoken word, com discursos, poesias, esquetes e, quando a figura em questão arriscava umas notas, umas duas ou três canções. I am the greatest, lançado pela Columbia, tinha oito faixas de discurso (apelidadas de "rounds") e algumas músicas de verdade - entre elas, essa versão de Stand by me, de Ben E. King.



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