domingo, 31 de julho de 2016

UM ANO DE ACORDE E...

(publicado no meu Facebook há poucos dias e repetido aqui porque sim)

Em um ano apresentando sozinho o Acorde na Rádio Roquette-Pinto, todo sábado 16h, aprendi que:

1) Muita gente disse, assim que a Rádio Cidade encerrou suas atividades no dial, que o grande problema foi a rádio ter apostado em clássicos em vez de focar em bandas novas. Até onde eu saiba, e tendo apenas a amostra de ouvintes do ACORDE, o roqueiro que gosta de ouvir rock no rádio é conservador e prefere ouvir bandas clássicas. Ele lamenta profundamente que Pink Floyd, Mountain e Traffic toquem pouco em rádio. Ensiná-lo a escutar bandas novas é uma missão diária. Poucas vezes recebo pedidos ou sugestões de bandas novas novas mesmo, tipo o grupo que o cara acabou de descobrir no Spotify ou no Pitchfork. Não sei como o José Roberto Mahr vê isso no zerodb, ou outros radialistas.

2) Sim, muita gente ouve rádio, mais do que você imagina, e bem mais do que a vontade de muitos mensageiros da desgraça em falar "aaaah, rádio morreu, TV aberta morreu, aliás TV morreu, tudo morreu, etc, bla bla bla". Rádio é "de graça", vai ao encontro da preguiça de muita gente - você escuta enquanto lava cuecas, não precisa se dar ao trabalho de cavar conteúdo no Spotify e no YouTube etc. Nem todo mundo tem dinheiro para pagar o pacote premium do Spotify, banda larga toda hora pra usar YouTube na rua ou paciência para baixar músicas.

3) Muita gente, mas muita gente mesmo, sente falta de radialista que fala com o ouvinte. Em rádios, acontece muitas vezes do radialista que fala demais levar esporro do programador, até porque ele precisa tocar uma determinada cota de músicas, etc. Mas na vida real, as coisas funcionam de maneira bem diferente.

4) Voltando ao gancho do item 1, seguem aí as bandas que mais tiveram sucesso, engajamento e compartilhamento nesse tempo todo do programa: Red Hot Chili Peppers, Legião Urbana, Ramones e Misfits. E algumas das bandas mais novas que os ouvintes já me pediram: Arctic Monkeys, Oasis, Kaiser Chiefs e Strokes. Isso talvez indique porque você ouvia a Cidade em alguns momentos e achava que estava em 1996 ou 2001: não era um defeito, era realmente uma preferência de muitos ouvintes.

Tem mais, depois eu lembro.

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